A situação considerada extremamente "tensa", após o episódio que resultou em punição a um dos mais respeitados generais das Forças Armadas do Brasil; general Antônio Hamilton Mourão, o atual cenário de crise no país e atuação do Exército Brasileiro [VIDEO], passaram a levantar dúvidas em relação a quais seriam os próximos passos da instituição, pelo menos, em se tratando de um futuro próximo.

Entretanto, vale lembrar que o episódio recente do general Mourão, que teceu duras críticas dirigidas ao Governo do presidente da República, Michel Temer, acabou "inflamando" os anseios de parte expressiva da sociedade civil, além de grandes repercussões nas redes sociais, por parte de pessoas que enxergam um "mar de lama", ao redor de um verdadeiro "balcão de negócios" implementado através da atuação do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional, ao se referir à tentativa de compra de apoio parlamentar, para que consiga alcançar os votos necessários para que se consiga aprovação de uma das matérias mais importantes do governo Temer; a Reforma da Previdência Social, que corre um sério risco de não ser aprovada neste ano.

Manifestação de generais nas casernas

A punição dada ao general Antônio Mourão ocorreu devido a um discurso recente do militar, que chegou a aventar uma possibilidade real de intervenção militar no país, de modo que tivesse como um de seus principais objetivos, "frear" a escalada da corrupção na tentativa de recolocar o país nos "trilhos". Entretanto, o que pode estar sendo ocultado na alta cúpula do Exército, é que a ação de destituição de Mourão, se deve à confirmação da autoridade do ministro da Defesa, Raul Jungmann, considerado muito respeitado, principalmente, em se tratando da cúpula das Forças Armadas.

Um dos observadores das casernas fez uma revelação contundente à imprensa, de modo que se mantivesse o anonimato. O militar em questão, afirmou enfaticamente que "os militares, de modo geral, não pretendem fazer intervenção na política, como também, não dão ouvidos às vivandeiras. Porém, há dois propósitos que eles almejam: um forte plano de segurança pública para que possam evitar que seja necessário que voltem a combater criminosos comuns e ainda, algo não menos importante do que isso; uma solução considerada constitucional para que não sejam comandados por alguém que seja condenado perante à Justiça. Essas duas tensões permanecem, como todo o respeito que os militares nutrem pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann".

Pode-se aventar que o fato de os militares não desejarem serem conduzidos por um presidente que seja condenado da Justiça, pode se dever à situação em que se encontra o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, já autodeclarado pré-candidato à Presidência do país, mas condenado em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, no âmbito da Operação Lava Jato, pela prática de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. O ex-mandatário aguarda, a tramitação de seu processo na segunda instância, onde poderá ter confirmada sua condenação ou não.