Conforme a famosa frase "o mundo dá voltas", o presidente Michel Temer corre o risco de se dar mal depois de ofender o juiz federal Sérgio Moro. O peemedebista pode ter seus processos sendo analisado pelo juiz da Lava Jato, o que está causando uma enorme preocupação nos bastidores do PMDB.

Em um evento ocorrido na terça (05), durante a premiação da revista Isto É, o presidente esteve no palco junto com o juiz Sérgio Moro, porém, no momento em que o magistrado ia receber o prêmio de "Brasileiro do Ano", Temer e alguns membros do Governo se recusaram a levantar para aplaudir o juiz. Eles ignoraram Moro e mostraram que os trabalhos do juiz não são bem visto por eles.

Hoje, o Planalto vive momentos de preocupação. Moro poderá ter em suas mãos a chance de vingar a desfeita feita pelo presidente. Claro que se formos analisar a conduta do juiz, ele jamais pensaria dessa forma, mas o povo não gostou do que o peemedebista fez no evento.

Tudo está certo para que Temer não dispute as Eleições de 2018, com isso ele perderia o foro privilegiado. Dessa forma, todos os processos que ele responde pela Lava Jato podem ficar com o juiz e isso seria devastador para o político, pois Moro é linha-dura e não dará moleza. Será firme como está sendo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva [VIDEO], na qual já condenou a nove anos e seis meses de prisão.

Estratégia

Uma das estratégias do peemedebista após ele deixar a presidência é ele assumir uma embaixada no exterior para ganhar o foro especial e ser julgado nos tribunais superiores.

O ministro da Secretaria-Geral de Temer, Moreira Franco, que também teve essa atitude de ofensa contra o juiz, no evento, chegou a ironizar o caso após ser questionado porque não levantou para aplaudir Moro [VIDEO]. Ele também poderá ser julgado pelo magistrado.

Caso os processos deles não caiam com Moro, pode ir nas mãos de Marcelo Bretas ou Vallisney de Sousa Oliveira, dois grandes juízes que são exemplos na Lava Jato.

Preocupação

Além da preocupação de que as investigações saiam do Supremo Tribunal Federal (STF) e vão para as instâncias inferiores, outro ponto causa aflição no Planalto. O ex-ministro Geddel Vieira Lima está preso e ele pode negociar um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Se isso acontecer, Temer poderia ser citado e ter sua vida mais complicada.

Apenas para ressaltar, em setembro, a Polícia Federal (PF) achou R$ 51 milhões em um apartamento que seria do ministro.