Às vésperas do início do recesso de fim de ano do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro gilmar mendes tomou diversas medidas que foram do desagrado da maior parte da população. E todas elas foram decididas em menos de 24 horas, dois dias antes de começar o recesso de fim de ano do STF, que se iniciou no dia 20 de dezembro, última quarta-feira.

Após o recesso para as festas de final de ano do STF, eles entrarão em férias coletivas que terá como duração todo o mês de janeiro, o que faz da sua atitude ainda mais crítica e revoltante, já que as medidas que foram tomadas monocraticamente permanecerão em vigor até o plenário decidir o que será feito em relação a isso e a Corte só retornará no mês de fevereiro, logo suas decisões têm um mês garantido de execução.

Gilmar Mendes é o principal alvo de pedidos de impeachment no STF na história do país, segundo a rede de comunicação BBC Brasil. Desde que entrou para o Supremo Tribunal Federal em 2002, o ministro já recebeu no total oito pedidos de impedimento de atuação e seis deles ocorreram do ano passado para cá, o que mostra que a impopularidade de Gilmar só vem crescendo atualmente.

Inclusive, está sendo realizado um abaixo-assinado por meio do site ''Change'' que tem como objetivo um pedido de impeachment do ministro e sua meta é de três milhões de assinaturas, já contando com pouco mais de um milhão e 600 mil [VIDEO], pouco mais da metade.

As cinco medidas de Gilmar Mendes que geraram desaprovação da população

  • Prisão domiciliar para a esposa do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB): Gilmar concedeu à advogada Adriana Ancelmo, ex-primeira-dama do estado do Rio de Janeiro, o direito à prisão domiciliar. O argumento usado pelo ministro foi que ela tem dois filhos, um de 11 anos e um de 14. Faz um ano que Adriana está encarcerada e dentro desse período ela já foi para prisão domiciliar uma vez, mas teve que voltar após decisão tomada pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). A advogada deixou a prisão nessa terça-feira (19) após a decisão de Mendes.
  • Proibição da conduta coercitiva: Gilmar Mendes proibiu a condução coercitiva de investigados [VIDEO] em todo o território nacional, afirmando ser uma conduta inconstitucional. Porém no Código de Processo Penal consta que tal medida deve ser tomada caso o investigado se recuse a depor a Justiça. A atitude tomada pelo ministro foi em resposta a um pedido feito pelo PT, logo após Lula ser conduzido coercitivamente. Além do PT, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) também havia recorrido sobre tal medida.
  • Rejeição de 4 denúncias de políticos: Em conjunto com Dias Toffoli, Gilmar livrou três deputados e um senador de investigações. E então foram arquivadas as denúncias em relação ao deputado federal Arthur Lira (PP-AL), que é líder do partido na Câmara, também as denúncias sobre seu pai, o senador Benedito de Lira (PP-AL), sobre o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE) e sobre o deputado federal José Guimarães (PT-CE).
  • Suspensão de inquérito contra governador do PR: O atual governador do estado do Paraná, Beto Richa, está sendo acusado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral. E o ministro Gilmar Mendes declarou que a delação de onde surgiu a denúncia era ''pouco confiável'' e então, suspendeu o inquérito em relação ao governador.
  • Liberdade ao empresário Marco Antônio de Lula: O empresário está preso desde o meio desse ano e responde pela suspeita de pagar propina ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral em troca de contratos com o Estado. O ministro Toffoli esteve mais uma vez ao lado de Gilmar Mendes na decisão tomada. O argumento usado por eles foi o tempo entre os fatos que são motivo da acusação contra o investigado e a duração de sua prisão.