A situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a Polícia Federal não é das melhores. O petista foi condenado pelo juiz Sergio Moro, por intermédio da Operação Lava Jato, a nove anos e meio de prisão. A condenação ocorreu no meio deste ano, mais especificadamente em julho, e desde então o ex-presidente tem recorrido em liberdade. Além de sua prisão, foram bloqueados 16 milhões de reais em bens e valores no total e ele já teve o pedido de desbloqueio negado duas vezes em cinco meses.

O seu caso está sendo analisado pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre [VIDEO] (RS), que é composta por três desembargadores, João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Laus, cada um desempenhando um papel, como relator, revisor e decano, respectivamente.

Na quarta-feira (12), foi marcado o julgamento do ex-presidente petista pelo TRF-4 para o dia 24 de janeiro de 2018 [VIDEO]. Com uma possível condenação cada vez mais iminente, as autoridades estão mais alertas em relação ao possível presidenciável, com uma desconfiança de que o petista possa se refugiar em algum dos países latino-americanos, cujos líderes políticos possuem alianças com Lula, tendo alguns já, inclusive, oferecido refúgio ao ex-presidente.

Órgãos de inteligência já mapearam possíveis rotas de fuga para tais países, numa tentativa de prevenção a possíveis planos de fuga de Lula. Foi dada a informação de que forças de segurança já estão monitorando o ex-presidente para o caso de uma tentativa de sair do país ilegalmente.

O PT ainda apoia fortemente a candidatura de Lula e, inclusive, foi declarado pelo seu colega de partido José Dirceu, também condenado, que o dia 24 deveria ser o ''dia da revolta'', por conta de seu julgamento.

Como a prisão de Lula influencia o cenário político em 2018

O ex-presidente do Brasil faz sólidos planos de candidatura para as eleições de 2018, tendo forte apoio do Partido dos Trabalhadores e também de certa parcela da população. Em pesquisas de intenção de votos para as eleições presidenciais do ano que irá se iniciar, o petista aparece muitas vezes liderando o ranking, o que mostra sua popularidade insistente, apesar de tantos processos e escândalos de corrupção em seu nome.

Ou seja, num cenário em que o ex-presidente petista seja condenado em janeiro de 2018 e tenha sua candidatura impedida, tudo iria mudar nas eleições presidenciais. Seu principal oponente é o deputado federal Jair Messias bolsonaro (PSC-RJ) e a prisão do petista seria um ótimo elemento para sua vitória em 2018.