Na era digital que estamos vivendo, uma das principais ferramentas de alguém que precisa conquistar um público, seja essa pessoa um artista ou um político, são as redes sociais. Ver um jornalista de importância ou um político sério na linha do tempo de uma rede social, seja fazendo uma publicação, um breve comentário de 1.024 caracteres ou uma selfie sorrindo, abre uma região um pouco mais íntima com o público, fazendo-o se sentir mais próximos das figuras públicas, atraindo assim mais popularidade.

No ano de 2014, durante as Eleições presidenciais, foi quando as redes sociais de políticos começaram a tomar mais espaço na era digital.

Na disputa acirrada entre o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), houve um interesse repentino dos mais jovens na política do país, fazendo os números de seguidores das redes sociais de certos políticos ter um grande aumento.

Na época, quem liderava era o senador Aécio, que contava com 4,4 milhões, mas devido aos diversos escândalos de corrupção envolvendo seu nome, o tucano ficou pra trás, perdendo seguidores e estagnando em 4,1 milhões atualmente, o que continua sendo um número considerável mas com poucas interações.

Mais importante do que número de seguidores é a interação do público com a página. Nesse quesito, quem lidera disparado é o deputado federal Jair bolsonaro (PSC-RJ). No próprio Facebook há uma ferramenta chamada Crowdtangle, que contabiliza os dados de interação, ou seja número de curtidas e comentários em publicações.

Contabilizando desde janeiro de 2014, justamente o ano em que as páginas de políticos começaram a ganhar espaço, o deputado conta com um total de 93,4 milhões interações de seguidores. É seguido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem 66,4 milhões de interações. Em terceiro lugar aparece o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), com 62,4 milhões.

Quando diminui um pouco o tempo referente à contagem dos dados, contando a partir de maio deste ano, o conservador Bolsonaro continua na liderança do ranking, com 13,3 milhões de respostas dos seguidores. Mas nesse cenário, o prefeito da cidade de São Paulo João Doria aparece no ranking, com 12 milhões, em segundo lugar, assumindo o lugar de Lula, que conta apenas com metade disso, 6,4 milhões de interações no total, ficando em terceiro lugar.

Se as eleições fossem feitas com base nas redes sociais, Jair Bolsonaro estaria garantido na presidência [VIDEO]. Porém, quando o assunto é urna, o deputado ainda se mostra em segundo lugar, perdendo para Lula, apesar de não se saber ainda se o ex-presidente poderá se candidatar devido a sua condenação pelo juiz Sergio Moro na Operação Lava Jato [VIDEO].