A menos de um ano das eleições, o cenário político que o Brasil se encontra ainda é incerto e muito nebuloso no que se refere à disputa à Presidência da República. Assim, há um conceito entre vários especialistas no assunto que dizem que o sucessor do atual presidente Michel Temer (PMDB-SP [VIDEO]) vai enfrentar muitas dificuldades com a relação ao Congresso Nacional. Mesmo com a reforma política, que foi recém-aprovada forneça uma certa redução no nível elevado de pulverização que sempre acontecia na Câmara, haverá um ambiente complexo. As expectativas são de um ambiente complexo para se negociar e construir uma maioria, ainda com um número elevado de partidos.

Segundo informações do site InfoMoney, [VIDEO] há um consenso que deve crescer a importância de um líder do Executivo que tenha conhecimento como funciona a máquina Legislativa e que saiba como fazer para agradar os interesses dos deputados e também senadores da República. Sempre usando ferramentas que o Executivo tem disponível e que deveria reduzir as várias condições, caso eleito, que os chamados outsiders prosperem. Essa é uma análise do especialista e cientista político Ricardo Sennes, que é também sócio-diretor da consultoria Prospectiva.

Ele acredita que alguns nomes com um pouco menos de experiência no que refere às casas parlamentares poderão podem criar uma outra situação traumática ao país. Uma dificuldade de negociação com os parlamentares pode fazer que paralise algumas decisões importantes, atribuições centralizadas para contornar uma grande crise.

Segundo Sennes, o Congresso é muito fortalecido. Se não tiver um presidente com uma grande capacidade de liderar, ele será, com certeza, engolido pelo Congresso. A Câmara Federal e o Senado não são de ratificar tudo que o presidente manda. Nesta situação, as eleições têm o fator principal de moderar, porque haverá uma oscilação maior nos pleitos de 2018.

Continua o especialista, mesmo que o Congresso mude entre 55% e 60%, a configuração da sua tradição será mantida. Afinal, se corre o risco sempre em haver populismos seja de esquerda, seja de direita. Com certeza, a elite dominante estará lá.

Diante desse cenário, diz Sennes, o Congresso terá muito pouca abertura para uma mudança e de uma guinada política. Segundo o especialista, muito surpreende as pessoas quererem lançar nomes como o apresentador Luciano Huck, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), ou até mesmo o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

O partido do pré-candidato Bolsonaro tem dois deputados e não vai fazer coalizão.

Segundo a opinião de Sennes, não terá uma maioria para governar, não liderará nada. Para o cientista político, o pré-candidato é a imagem de um ‘’tigre na mídia’’, mas irá, com certeza, sofrer um Impeachment em um ano. Na visão do especialista, os governos muito mais bem-sucedidos foram aqueles que conseguiram montar uma coalizão, como os ex-presidentes Fernando Henrique Cardozo, Luiz Inácio Lula da Silva e, agora, o governo Temer. Segundo afirma, ninguém cairá no céu e salvará o Brasil.