As investigações da Operação Lava Jato [VIDEO]do Rio de Janeiro, a comando do juiz federal Marcelo Bretas, andam à todo vapor. Bretas, considerado um juiz 'linha dura', estaria preparando um novo rumo para as investigações no próximo ano, consequentemente, ano das eleições políticas.

Sem tempo para esperar, o mês de janeiro será marcado com a volta da Lava Jato, vista com força total, no estado carioca. O objetivo das investigações é juntar provas do Ministério Público Federal (MPF) e apontar crimes envolvendo a área da saúde do Rio, que se encontra devastada. As provas, que já estão 'bem guardadas', vieram de vários delatores e o objetivo é somar todas as acusações para iniciar uma nova jornada com a Lava Jato.

As contrário de Curitiba, em que as investigações estão caminhando para o esgotamento, Marcelo Bretas prova que no Rio muita coisa ainda tem para acontecer. Após o recesso, os investigadores seguirão firme de encontro com pessoas que ganham bilhões todos os anos através de fraudes na área da saúde. As informações contidas pelo MPF são consideradas valiosíssimas.

O juiz da Lava Jato no Rio

Marcelo Bretas está ganhando grande notoriedade pela forma que conduz as investigações da Operação Lava Jato no estado carioca. O juiz está 'de olho' neste final de ano, recentemente ele afirmou que algo de ruim poderá acontecer com a Lava Jato entre o Natal e Ano Novo, enfatizando que uma nova Lei, sem especificar qual, poderá surgir "entre um Jingle Bells e uma rabanada". O juiz participou de uma entrevista para o apresentador Pedro Bial, na Rede Globo, e esclareceu que é totalmente contra o foro privilegiado, que traz benefícios para vários políticos brasileiros.

Há acusações de que juízes estariam 'perseguindo' políticos, Bretas é enfático e diz que não há perseguição, assim como também não há proteção. Um exemplo é o ex-presidente Lula, [VIDEO] réu em vários processos na Lava Jato no âmbito de investigações de Curitiba, que sempre afirma que Sergio Moro, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal estariam colocando-o em uma emboscada, da qual retrata ser 'inocente'.

Bretas colocou na prisão um importante político do Rio, acusado de diversos crimes de corrupção e de ser um grande líder de uma organização criminosa, o ex-governador Sergio Cabral, que atuava juntamente de sua mulher, a advogada Adriana Ancelmo. Além do mais, Bretas diz que seu papel é de julgar casos e que ele não é político e não tem nenhuma vontade de participar da vida política.