Mesmo ainda fora do período permitido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para propagandas políticas, alguns nomes já demonstram claramente suas pretensões no pleito presidencial [VIDEO] do próximo ano. Cinco nomes já são figuras quase que certas nas urnas em 2018: o ex-presidente Lula (PT), caso a Justiça permita, o deputado federal Jair Bolsonaro - atualmente no PSC, mas que deve disputar o pleito pelo Podemos -, o governador de São Paulo e atual presidente nacional do PSDB, Geraldo Alckmin [VIDEO], a ex-senadora e representante da Rede, Marina Silva, e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT).

Lula

O ex-presidente ainda carrega consigo a simpatia e o voto de boa parte do eleitorado de esquerda.

Denominados de "lulistas", alguns eleitores darão seus votos ao petista em qualquer votação que ele entre. Lula ainda é conhecido por seu carisma inigualável no Brasil, o tornando o político brasileiro mais relevante fora do País.

Como ponto fraco, Lula tem um índice de rejeição considerável. E o mais importante: o ex-presidente corre o risco de ficar de fora do pleito caso seja condenado em 2ª instância.

Bolsonaro

Seu extremismo conquistou parte do eleitorado descrente com a classe política. O crescente conservadorismo da população culmina com a ideologia e o discurso do deputado federal.

O parlamentar tem uma rejeição gigantesca, em praticamente todos os setores da sociedade. Se por um lado suas falas agradam uma parte do público, por outro ela é motivo de ojeriza para outros. Seu pouco ou nenhum conhecimento de economia é um dos calos em seu discurso.

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Bolsonaro também não tem muito mais para onde crescer seu eleitorado, já que sofre uma aversão da esquerda e a parcela mais neutra da população não quer polarização no discurso.

Marina Silva

Marina é vista há anos como uma figura mais neutra, não podendo ser definida como de esquerda ou de direita. Ela já tem um eleitorado fiel que conseguiu conquistar em suas duas tentativas em pleitos presidenciais, em 2010 e 2014, perdendo em ambos os casos para Dilma.

Um dos principais pontos que podem prejudicar Marina foi uma escolha feita por ela em 2014, quando resolveu apoiar Aécio Neves no segundo turno. Boa parte do eleitorado ainda lembra disso, e ela sofrerá com certeza as consequências dessa decisão. Marina pouco aparece nas manchetes antes da propaganda política, então também pouco fez para que mereça elogios.

Geraldo Alckmin

O governador de São Paulo tem a máquina tucana toda a seu favor, agora que assumiu a presidência nacional do partido. Larga na frente por ter uma boa quantidade de votos no estado de São Paulo, de longe o maior colégio eleitoral do País.

Alckmin é visto atualmente não como um político de direita, mas sim com um discurso de centro. Ganhou a guerra fria que travava internamente no PSDB com João Doria justamente por essa postura apaziguadora.

Como ponto negativo tem justamente o partido que ocupa/preside. O PSDB saiu quase que tão manchado quanto o PT pós-escândalos de corrupção. Qualquer associação de sua imagem a figura de Aécio Neves seria prejudicial. A ligação também com o governo de Michel Temer pode ser um ponto bem negativo para o tucano.

Ciro Gomes

O ex-governador do Ceará tem potencial para conseguir tanto votos da esquerda progressista quanto da direita conservadora. Sua alta capacidade e conhecimento econômico pode lhe dar uma vantagem com relação aos outros candidatos. Possivelmente consiga rivalizar, mesmo que pouco, com Lula no Nordeste e pelos votos da esquerda.

Ciro também tem uma alta rejeição, muito pelo seu temperamento explosivo e frases polêmicas do passado. É conhecido pelo coronelismo regional, então não deve ser associado a um fôlego novo na política.