Nesta sexta-feira, 15 de dezembro, o diretor da Polícia Federal, Fernando Segovia, marcou uma reunião com a ministra e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia. O motivo do encontro é para tratar das investigações da PF envolvendo ministros da Suprema Corte, apontado como criminosos em decorrência de delações premiadas no âmbito de investigações da Operação Lava Jato.

No mês de setembro, Cármen Lúcia [VIDEO] ficou indignada com declarações feitas pelo dono da empresa JBS, Joesley Batista, e pelo delator Ricardo Saud, ex-executivo da empresa. Com isso, a ministra procurou a PF para que a instituição tomasse uma medida imediata, tentando esclarecer a todo o vapor as acusações feitas pelos delatores acusados de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

O ex-procurador-Geral da República Rodrigo Janot, antes de deixar o cargo, também evidenciou que uma investigação fosse aberta para esclarecer suspeitas referentes a ministros do Supremo. Cármen Lúcia chegou a gravar um vídeo, que foi disponibilizado nas redes sociais, para tratar sobre o assunto e afirmar que ela é a favor das investigações.

A ministra falou que o caso seria algo inédito no Brasil e estaria tirando a credibilidade dos membros do Supremo. Cármen Lúcia chegou a dizer que o Brasil mereceria magistrados ''honrados e honestos''.

Hora de a Polícia Federal apresentar as provas

A presidente do Supremo prometeu que iria apresentar as provas para a população sobre a credibilidade de seus colegas do STF. Os três ministros citados em áudios pelos delatores, foram Ricardo Lewandowski, gilmar mendes e a própria Cármen Lúcia.

No entanto, os delatores não haviam apontado nenhum crime [VIDEO] diretamente para os magistrados.

No comando da PF, Segovia avaliou que o inquérito envolvendo o STF deverá ser arquivado. O diretor geral garante que as investigações da Polícia Federal não encontraram nada a ponto que possam ferir a integridade do Judiciário. O objetivo da reunião desta sexta-feira, marcada para as 10 horas, é para esclarecer o fato. E, como promessa de Cármen Lúcia, mostrar para a população que tanto ela quanto Gilmar Mendes e Lewandowski, são inocentes de quaisquer acusações.

A delação da JBS gerou grande polêmica ao fazer um confronto com o Judiciário. Após o episódio, Rodrigo Janot, que saiu do cargo em setembro, resolveu romper o acordo de delação com os empresários da empresa.