Nessa última terça-feira, 12 de dezembro, os juízes desembargadores [VIDEO] que decidirão o futuro do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmaram que o julgamento do caso do tríplex do Guarujá (SP) ocorrerá no dia 24 de janeiro de 2018. Ele será julgado em segunda instância após sentença proferida pelo juiz federal Sérgio Moro, que condenou o ex-presidente a nove anos e seis meses de cadeia. Lula é réu em vários processos na Justiça em detrimento das investigações da Operação Lava Jato. O petista é acusado de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

O caso do ex-presidente está complicado. Caso ele seja condenado, deverá cumprir pena na cadeia.

A defesa do petista afirma que os desembargadores estão tratando do processo em ''tempo recorde''. O advogado de Lula, Cristiano Zanin, afirma que seu cliente é inocente e vítima de uma emboscada envolvendo o Ministério Público Federal, o juiz Sérgio Moro e a Polícia Federal. Há também acusações de que Moro estaria agindo com parcialidade no caso do petista.

O voto do desembargador João Pedro Gebran Neto já foi está decidido, mas o juiz não divulgou. Ele demorou cerca de 100 dias para tomar a decisão. Caso Lula seja condenado, o ex-presidente terá até o dia 31 de janeiro para entrar com um novo recurso, envolvendo os ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Lula deverá pedir ajuda para a presidente da Suprema Corte, Cármen Lúcia, a fim de que ela consiga barrar a decisão dos desembargadores.

Drama do petista

Os ânimos do petista se afligem cada vez mais com a data do julgamento cada vez mais perto. No total, a Justiça Federal do Paraná determinou o bloqueio de cerca de R$ 16 milhões do petista [VIDEO]. Os desembargadores terão duas opções: determinar que a decisão de Sérgio Moro, em primeira instância, seja executada imediatamente, encaminhando Lula para a prisão, ou, então, que Lula seja condenado após todos os recursos referentes ao caso sejam esgotados.

No ano passado, os ministros da Suprema Corte decidiram que o réu deverá começar a cumprir a prisão logo após ser condenado em segunda instância, mesmo que esteja buscando recursos em tribunais superiores. Porém, essa votação voltará à tona no Supremo, podendo mudar os rumos.

A análise do STF poderia fazer que, caso Lula seja condenado, ele já comece a cumprir a pena mesmo tentando recursos na Corte. Mas, se os ministros voltarem atrás, Lula poderá permanecer em liberdade até o caso ser completamente concluído.