A situação do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a Justiça está cada vez pior. Depois que foi condenado pelo juiz federal Sergio Moro, em nove anos e seis meses de prisão, o ex-presidente deverá encarar o tribunal em segunda instância. Lula, que afirma ser um dos candidatados para a presidência da República nas eleições de 2018, poderá ter sua ideia frustrada caso seja condenado em segunda instância.

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Nesta última terça-feira, 12 de dezembro, o Tribunal Regional Federal, 4° Região, marcou a data do depoimento de Lula. A atitude fere a defesa do ex-presidente, que afirma que o julgamento de Lula está ocorrendo em ''tempo recorde''. No dia 24 de janeiro de 2018, Lula será julgado pelo caso relacionado a um triplex no litoral de São Paulo, Guarujá.

Os três desembargadores que julgarão Lula

João Pedro Gebran Neto foi o primeiro desembargador que afirmou já ter seu voto concluído sobre o caso de Lula.

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Gebran levou cerca de 100 dias para dar sua posição, porém não tornou a decisão pública. Resta esperar a data do julgamento para saber o voto de Gebran.

Leandro Paulsen, desembargador revisor, sugeriu a data do dia 24 de janeiro para a votação. Apenas na data do julgamento que ele entregará seu parecer. O terceiro juiz é Victor Luis dos Santos Laus, ele é da 8° Turma do TRF4 e, caso ache necessário, poderá pedir vista e adiar a sessão.

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Sergio Moro Lula

Ao contrário, Laus entregará seu voto sobre o caso triplex.

A medida tomada pelos desembargadores ''assustam'' a defesa de Lula, que está afirmando em diversos momentos que o caso anda com muita rapidez entre os juízes. O advogado Cristiano Zanin diz que Lula é alvo de um ''lawfare'', que significa uso indevido de procedimentos jurídicos.

A defesa do ex-presidente também afirma que Lula não é o culpado pelos crimes.

O petista, durante discursos, enfatiza que é ''vítima'' de uma emboscada do Judiciário, envolvendo o Ministério Público Federal, Polícia Federal e oposição.

Lula é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, ele é alvo de dois processos que circulam na Justiça Federal do Paraná, ao comando do juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato no âmbito de Curitiba. Lula também afirmou em discursos que Moro seria um ''cara do mal'' e que o juiz estaria agindo com parcialidade no seu caso.

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A primeira sentença dada por Moro ocorreu no dia 23 de agosto e condenou o ex-presidente, no entanto o caso foi encaminhado para a segunda instância que dará a posição final sobre a condenação.

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