O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, teve uma decisão que favoreceu em muito às investigações. Ele liberou que a Polícia Federal (PF) acionasse o sistema Drousys, que é um tipo de banco de dados com informações das propinas da Odebrecht.

O servidor do Drousys estava na Suíça e foi descoberto através das delações dos executivos da construtora. Nesse servidor, existem inúmeras provas das fraudes e irregularidades realizadas entre a Odebrecht e a Petrobras, com pessoas poderosas envolvidas.

De acordo com o entendimento do magistrado, a PF deve ter acesso ao sistema para que possa fazer as perícias.

Outro ponto importante, é que a PF poderá utilizar provas de pagamentos detalhadas no servidor em inquéritos que ainda estão sendo investigados [VIDEO].

No acordo de leniência realizado, o controle do Drousys deveria ser apenas do Ministério Público Federal em Curitiba, mas o juiz percebeu que todo o material se torna inútil se a PF não fizer o trabalho de perícia, coisa que o MP não faz.

Vale ressaltar, que todos os dados encontrados no servidor ficarão em posse e guardados pela Polícia Federal em Curitiba. O servidor ficará restrito apenas aos peritos, declara o juiz.

Segurança

Para garantir mais segurança e não ser vazado nenhum tipo de material, Moro também orientou que as provas sejam guardadas numa sala reservada, com vários mecanismos de segurança. Moro determinou o prazo de 15 dias para que a PF já tenha em mãos todas as informações e guarde o material em sala segura.

A atitude do juiz foi uma revisão de um ponto que já havia sido estabelecido por ele, onde apenas o MP teria acesso ao sistema Drousys. Ele mudou o entendimento e quer a PF esteja por dentro do que está acontecendo, fazendo as perícias necessárias. Antes da nova determinação, o juiz informou ao MP e a Odebrecht sobre a mudança e todos concordaram.

Fernando Segóvia

O diretor-geral da PF, Fernando Segóvia, aplaudiu e comemorou a iniciativa do juiz. Segundo Segóvia, Moro [VIDEO] teve uma decisão extremamente sábia porque quer a verdade nos fatos. Antes, delegados já reclamavam da falta desse acesso ao Drousys, porque emperrava as investigações.

O juiz deixou bem claro que a mudança do acordo de leniência não viola em nenhum momento o direito do acordo, porque tudo isso está sendo feito para que as investigações possam fluir positivamente.

Apenas dessa forma, será possível ir fechando os casos abertos da Odebrecht e que foram delatados pelos executivos.