Dois dos mais destacados magistrados que conduzem a maior operação de combate à Corrupção em toda a história contemporânea do país, através de seus trabalhos desempenhados, a partir da primeira e segunda instâncias dos Tribunais de Justiça, são considerados bons amigos, desde os primórdios do final da década de 1990.

Trata-se do juiz federal paranaense [VIDEO]Sérgio Moro, magistrado titular em primeira instância, da força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato [VIDEO], cujos trabalhos são dirigidos desde a décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no Paraná e também, o desembargador João Pedro Neto, que é o relator da Lava Jato, em se tratando da segunda instância ou "Corte de Apelação", que é o Tribunal responsável por confirmar ou reformar sentenças proferidas por Moro, referente a todos os processos da Operação Lava Jato.

Os trabalhos de relatoria da operação em segunda instância, estão concentrados, a partir do Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), localizado em Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul.

Forte proximidade entre magistrados

A forte proximidade entre o juiz Sérgio Moro e o desembargador João Pedro Neto é verificada, a partir de temas preciosos para ambos, como questões familiares e pessoais, além da autoria de livros, cujos temas estão compreendidos no universo jurídico. A tarefa comum desempenhada tanto pelo juiz, quanto pelo desembargador, se refere à escrita de livros, cada um direcionado conforme seus mestrados, numa mesma universidade; a Universidade Federal do Paraná. O trabalho conduzido se traduz na transformação de dissertações em livros, algum tempo após a aprovação.

Quem revelou primeiramente, os fortes laços de amizade, foi o desembargador Gebran Neto. O magistrado foi contundente, ao se referir a respeito do juiz Sérgio Moro, ao explanar que "desde suas primeiras aulas realizadas no curso de mestrado, pôde encontrar no colega Sérgio Fernando Moro, um amigo", conforme descrito em seu livro, no segundo parágrafo de agradecimentos de uma de suas obras.

João Pedro Gebran Neto foi ainda mais longe, ao se referir a Moro, como um "homem culto e perspicaz, que pôde emprestar a sua inteligência, de modo que os mais importantes debates fossem travados em sala de aula além de proporcioná-lo à instigação ao estudo da aplicação considerada imediata, em se tratando dos direitos individuais e coletivos".

O juiz Sérgio Moro também demonstrou toda a amizade e proximidade para com o desembargador João Pedro Gebran Neto. O magistrado, por meio de sua tese de doutorado Jurisdição de caráter constitucional, como democracia, ofereceu "menção especial ao amigo, desembargador João Pedro Gebran Neto, que pôde desenvolver, de modo paralelo, um trabalho de cunho semelhante, o que acabou culminando na publicação da obra instigante Aplicação imediata dos direitos e garantias individuais".