Alegando causas particulares, incluindo a intenção de concorrer às eleições do ano que vem, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira (PTB/RS), demitiu-se do Governo Michel Temer, nesta quarta-feira, 27 de dezembro. Segundo informação repassada à imprensa pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, aceitando a demissão, Temer agradeceu os serviços prestados nesta função, por Nogueira desde 2016. Com a decisão [VIDEO], o parlamentar voltará para seu mandato na Câmara dos Deputados.

Presidente Temer dará posse a novo ministro dia 3

Estando com o nome acertado com o Governo Michel Temer, para assumir o lugar de Ronaldo Nogueira, o também deputado federal, Pedro Fernandes (PTB/MA), vice-presidente das Relações Corporativas da Executiva Nacional do PTB, deverá tomar posse de sua nova função, dia 3 de janeiro próximo, ao mesmo tempo que Nogueira se despede [VIDEO] do posto antes ocupado por ele.

Cadastro de empregados apresenta 12 mil postos fechados

Algumas pessoas da classe política estariam ligando a saída do petebista do Governo Temer à desagradável informação no noticiário de que o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apresentou um número de mais de 12 mil postos de trabalho fechados. Enquanto isso, o líder do PTB na Câmara dos Deputados, Jovair Arantes (PTB/GO), afirma ser esse o melhor índice dessa instituição nos últimos tempos.

Mudanças nas Leis Trabalhistas marcam gestão de Nogueira

O deputado Pedro Fernandes encontra-se no quinto mandato consecutivo como deputado federal. Sua primeira atuação como parlamentar na Casa foi em 1999. Ele assume a pasta deixada por Ronaldo, que recentemente começou a vivenciar a experiência da modernização das Leis Trabalhistas, aprovada em 2017.

Para Nogueira que deixa o cargo a reforma na Lei Trabalhista, que muda vários pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), trouxe dinamismo às relações patrão e empregado, e é vista por ele como um dos grandes feitos de sua gestão.

Recentemente PSDB tirou ministros do Governo Temer

Nos últimos dias, apenas o PSDB, movimentou as cadeiras do Governo Michel Temer, determinando a saída de seus correlegionários da base aliada. No entanto, ainda permanecem na sustentação de Temer, os ministros das Relações Exteriores, Aloysio Nunes e dos Direitos Humanos, Luislinda Valois. Por outro lado, os parlamentares que pretenderem concorrer ao pleito eleitoral do ano que vem terão de se desincompatibilizar das esferas governamentais até o dia 7 de abril de 2018.