Com o agendamento do julgamento do ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva, em 24 de janeiro de 2018, no que tange ao caso da compra com recursos ilícitos, de um imóvel de luxo no litoral paulista, em se tratando de dinheiro oriundo de empreiteiras envolvidas no mega esquema de Corrupção que acarretou a "sangria" dos cofres públicos da Petrobrás, a "tensão" aumenta, de modo exponencial e apavora a defesa do petista, com a possibilidade cada vez mais clara de que Lula se torne inelegível ou até mesmo, que venha a cumprir prisão em regime fechado.

Vale lembrar, que o ex-presidente Lula foi condenado a mais de nove anos e meio de prisão em regime fechado, por decisão tomada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela condução da investigação da força-tarefa da Operação Lava Jato [VIDEO], em primeira instância, cujos trabalhos estão concentrados na décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

A operação que é considerada a maior já realizada em todo o Brasil e uma das maiores do mundo, já possibilitou o aprofundamento das investigações e o processo que pode absolver ou confirmar a condenação de Lula, segue em tramitação na segunda instância de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, o Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4).

Resposta aos questionamentos da defesa de Lula

Os defensores do ex-mandatário petista indagaram à Corte de Apelação a respeito de quais teriam sido os motivos que levaram à rapidez e agilidade no julgamento do processo do ex-presidente, o que pode inviabilizar a candidatura dele à Presidência da República, em 2018. Entretanto, a resposta do Tribunal de Porto Alegre foi de extrema contundência.

O desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, que preside o TRF4, se manifestou sobre a solicitação de informações remetidas pela defesa de Lula, em relação ao rápido agendamento do julgamento do petista.

Segundo o magistrado, os fatos acabam evidenciando que a rapidez na tramitação que trata das apelações de caráter criminal, é considerado "fato comum" ao colegiado de desembargadores. O presidente do TRF4 foi ainda mais longe, ao concluir que "verifica-se que a celeridade no que tange ao processamento de recursos criminais no respectivo Tribunal, é fato que constitui a regra e não a exceção".

Thompson Flores rejeita ainda a argumentação da defesa de Lula, de que o processo estaria abolindo o "princípio da isonomia e a ordem cronológica, referente ao julgamento de processos aportados no Tribunal". Um outro dado de extrema importância, que foi respondido pelo TRF4, nesta sexta-feira (15), trata-se do tempo de tramitação das apelações criminais. De acordo com dados apresentados pela Corte de segunda instância, praticamente a metade das apelações criminais tramitadas neste ano, ocorreu num tempo inferior ao caso do tríplex do Guarujá. A resposta acabou "desconstruindo" a tese da defesa de Lula, de que o processo do petista teria sido o mais rápido a ser julgado no TRF4.