O juiz federal Sérgio afirmou, nesta sexta-feira (08), que não perderá seu tempo debatendo com pessoas condenadas por crimes e deixou claro que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva [VIDEO] não terá nenhuma resposta sua sobre os seus questionamentos. A Corrupção escancarada contra a Petrobras foi algo inaceitável e por esse motivo, segundo ele, não se deve ouvir pessoas que participaram de organizações criminosas e que se enriqueceram com dinheiro público.

Após participar de um evento na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, Moro [VIDEO] ainda deferiu várias críticas contra o foro privilegiado e avisou que todos devem ser tratados de um forma igual.

O foro especial tem sido um aliado dos corruptos que se escondem nesse benefício e acabam não sendo punidos. O juiz ressaltou que o Congresso Nacional pode estar desviando o poder ao não punir parlamentares que estão envolvidos em esquema criminoso.

O magistrado também comentou que o fim do foro ajudará o próprio Supremo Tribunal Federal (STF). Os grandes tribunais estão lotados de processos parados e ao acabar com esse benefício, os tribunais inferiores poderão ajudar a julgar os processos e acelerar as punições.

Sérgio Moro também disse que se houver nas casas legislativas alguma espécie de proteção para os políticos, deve ser apenas em nível de perseguição política. De acordo com o magistrado, é inaceitável se existe proteção de parlamentares que estavam envolvidos em corrupção. Eles não podem, em hipótese nenhuma, serem protegidos das investigações.

Protestos

O juiz chegou a ser vítima de alguns protestos no Rio após saberem de sua presença. Alguns funcionários ficaram revoltados e foram guiados pelo deputado federal petista Wadih Damous. O parlamentar disse que Moro destruiu a Petrobras.

Apenas para ressaltar, a Lava Jato entregou esta semana o valor de R$ 654 milhões para a estatal. O dinheiro foi recuperado da corrupção de políticos e diretores.

Cobrança a Temer

Em um evento ocorrido em São Paulo, nesta terça (05), o juiz foi premiado pela revista IstoÉ como o Brasileiro do Ano. Ele deu um discurso de 20 minutos e "cutucou" o presidente Michel Temer para que tome uma atitude.

Segundo Moro, o poder do presidente é grande e ele deveria falar com a Corte sobre a importância da prisão dos condenados em segunda instância.

Temer ouviu e ficou calado. Ele se sentia mal em ver o juiz ser reverenciado por tantas pessoas que enaltecem os seus trabalhos na Lava Jato. Temer, inclusive, se negou a aplaudir o juiz.