O Ministério Público Federal apresentou novas evidências e tomaram decisões extremamente importantes para a força-tarefa de investigação, em se tratando de uma petição que foi encaminhada ao juiz federal Sérgio Moro, que é o magistrado titular e responsável pela condução das investigações da Operação Lava Jato [VIDEO], a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, capital do estado do Paraná.

Perícia desnecessária

De acordo com os procuradores federais, "deixa-se de insistir na concretização de uma prova técnica", ao se compreender conclusivamente que o engenheiro Glaucos da Costamarques emitia documentos que seriam considerados "ideologicamente falsos", de acordo com os investigadores federais.

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Os procuradores foram ainda mais longe com as constatações observadas e concluíram que uma perícia técnica em 31 recibos de aluguel, em se tratando do imóvel que é um apartamento localizado no edifício Hill House, na cidade de São Bernardo do Campo, situada na região metropolitana da capital paulista, é algo completamente desnecessário.

Os integrantes do Ministério Público Federal sustentam, através de evidências robustas, de que o imóvel respectivo é pertencente ao ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva, através de recursos ilícitos provenientes dos cofres públicos da maior estatal brasileira; a Petrobras.

Vale lembrar que os recibos haviam sido entregues pela defesa do ex-presidente Lula ao juiz Sérgio Moro em meados de outubro do ano de 2014, durante um período em que a defesa do ex-mandatário afirmou que poderiam ser apresentados esses recibos, durante o segundo depoimento prestado pelo petista, no âmbito das investigações da Lava Jato. Entretanto, de acordo com o Ministério Público Federal, Lula nunca pagou pelo aluguel do apartamento, que é vizinho à residência em São Bernardo do Campo. O petista é réu numa ação penal por supostas propinas que excedem a quantia de R$ 12,5 milhões, oriundos da empreiteira Odebrecht.

Defesa de Lula contesta

De acordo com o advogado Cristiano Zanin Martins, defensor do petista, o Ministério Público Federal teria "recuado" na implementação da perícia nos documentos ou recibos apresentados. A defesa considera ainda que as acusações proferidas contra Lula estariam "alicerçadas por meio de factoides e construções por associação e sem evidências por parte da Lava Jato, sediada em Curitiba".