Um situação extremamente complicada envolvendo o relacionamento institucional entre presidentes de Poderes da República veio à tona, agora no final deste ano. Trata-se de uma insatisfação demonstrada a cada dia mais pelo presidente da República Michel Temer, em relação à presidente da mais alta Corte de Justiça do país, o Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO], conduzido pela ministra Cármen Lúcia.

O presidente Michel Temer tem se afastado sistematicamente da magistrada, principalmente, após a deflagração do episódio envolvendo o acordo de colaboração premiada dos empresários donos da companhia JBS, Joesley e Wesley Batista.

A situação entre o relacionamento dos Poderes Executivo e Judiciário chegou a tal ponto, que Temer está agora se aproximando gradativamente do próximo presidente da Suprema Corte brasileira; José Antonio Dias Toffoli, que deverá assumir a presidência da Corte, em meados do mês de setembro de 2018.

Nova atitude por parte do Palácio do Planalto

O Palácio do Planalto, por meio do presidente da República, Michel Temer, resolveu acolher as opiniões de seus principais aliados e auxiliares, ao ser incentivado a se aproximar e estreitar laços de amizade com o futuro presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli. Os argumentos demonstrados pelo presidente Michel Temer se referem à contribuição para que se fortaleça a harmonia entre os Poderes da República, Executivo e Judiciário.

Alguns interlocutores do mandatário do país o aconselharam a procurar até mesmo, a outros ministros integrantes do Supremo, de modo que pudesse aprofundar as relações.

Vale lembrar que o presidente Temer é um hábil advogado constitucionalista e possui fortes laços de amizade com um dos ministros mais "polêmicos" da Suprema Corte Judiciária do Brasil, ministro Gilmar Mendes. O próprio ministro Gilmar Mendes tentou esboçar como seria a implementação de um proposta que visasse a instituir um regime que se assemelhasse a uma espécie de "semipresidencialismo" no país. Já o ministro Toffoli assegura que sempre teve boas relações de amizade com o presidente Temer.

Michel Temer começou estrategicamente, a se afastar da atual presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia. O mandatário se reuniu a portas fechadas com seus principais interlocutores e resolveu dar uma resposta contundente em relação a esse caso. Segundo a opinião de Temer, a presidente do Supremo resolveu se posicionar como "salvadora da pátria", na eventual possibilidade de assumir o comando do país, durante uma suposta deposição do presidente da República. Na avaliação do Governo, a presidente do Supremo teria atuado com o objetivo de se concretizar uma "solução de consenso", e alusão à grave crise política enfrentada pelo país. Como resultado, a relação entre Temer e Lúcia se tornou tão somente protocolar e distante.