As descobertas da Polícia Federal, no âmbito de investigações da Operação Lava Jato, trouxeram grande polêmica na população após apelidos de políticos aparecerem na lista de planilhas da empreiteira Odebrecht. Grande empresários e políticos utilizavam um nome próprio no chamado ''Departamento de Operações Estruturadas'', ou o conhecido ''Departamento de Propinas da Odebrecht'', local exclusivamente para tratar de pagamentos de propinas [VIDEO] a determinadas pessoas.

Um famoso músico teve seu nome atrelado às investigações, Kiko Zambianchi, de 57 anos, não ficou nada feliz em saber que o réu Francisco Assis Neto utiliza o nome do músico como o apelido usado na planilha.

Neto é um dos réus da Operação Lava Jato, ele era um dos operadores de esquema de Corrupção comandado pelo ex-governador do Rio de Janeiro e atual preso, Sérgio Cabral. O Ministério Público Federal (MPF) apontou que Francisco era conhecido como "Kiko" e nas planilhas seu nome aparecia como "Zambi'', uma referência ao compositor.

Ao saber que seu nome está atrelado a pessoas criminosas, o músico se mostrou surpreso. Kiko não acreditou que ele poderia ser colocado ao lado de pessoas tão ''sujas'' e agora busca soluções. Um outro ponto que chama atenção é que o nome verdadeiro do músico é ''Francisco'', então a referência com o operador de Cabral fica ainda mais evidente. Kiko disse que isso seria uma baita ''canalhice'' e ''sacanagem''.

Antes o músico achava graça dos apelidos encontrados nas planilhas, porém quando viu o seu ficou indignado.

Familiares do músico também não se conformam com a ideia e agora buscam soluções para desvincular o nome do artista com os políticos. O ''medo'' de Kiko é acharem que ele está realmente envolvido em crimes de corrupção, juntamente com os criminosos apontados pela PF.

A surpresa desagradável deixou Kiko questionando se isso não poderia manchar sua reputação de músico. O artista é conhecido por famosas composições como ''Primeiros Erros'' e ''Rolam as Pedras''. Kiko, inconformado com a situação degradante da política brasileira, afirmou que a população deveria se mobilizar, ''parar tudo'' e tirar todos os corruptos do Poder, ele ainda cita que o Supremo Tribunal Federal (STF) também deveria ''cair fora''.

O operador de Cabral, que utilizou o nome de Kiko, foi preso em fevereiro pela Polícia Federal [VIDEO]na Operação Eficiência, um dos desdobramentos da Lava Jato.