Um dos mais respeitados generais da ativa do Exército Brasileiro [VIDEO], Antônio Hamilton Mourão, resolveu se pronunciar sobre o sério episódio que pode culminar em uma forte punição a ele, em se tratando das mais recentes críticas dirigidas ao Governo do presidente da República, Michel Temer. Vale lembrar que o general Mourão angariou muito apoio, principalmente, provenientes de parcelas expressivas da sociedade civil brasileira, conforme, é demonstrado através de toda a repercussão de suas palavras que se propagaram rapidamente nas redes sociais.

O militar, durante a realização de uma palestra recentemente, havia comentado sobre a atual conjuntura política brasileira e a situação de crise no país, desencadeada pela forma como estava ocorrendo tratativas por parte do governo federal e Congresso Nacional, para que seja aprovada a Reforma da Previdência Social, numa espécie de "balcão de negócios", em Brasília.

Mourão foi ainda mais longe ao revelar que apoiaria o pré-candidato à disputa do próximo pleito eleitoral [VIDEO] em 2018, para o cargo de presidente da República, Jair Messias Bolsonaro. Entretanto, após essas manifestações do militar, o alto comando do Exército brasileiro, sob a condução do general Eduardo Villas Bôas, numa ação do ministro da Defesa Raul Jungmann, destituiu Mourão do cargo de Secretário de Economia e Finanças do Comando do Exército brasileiro.

Mourão se pronuncia em resposta rápida sobre sua atual situação

Em uma entrevista concedida à imprensa, o general Antônio Mourão foi contundente, ao relatar que suas declarações acabaram sendo muito mal interpretadas e que na realidade, negou ter feito insinuações de que o presidente Michel Temer, tivesse praticado crimes, durante a realização de uma palestra na última quinta-feira em Brasília, ao grupo "Terrorismo Nunca Mais".

Naquela ocasião, Mourão chegou a aventar a possibilidade de que pudesse, até mesmo, vir a ocorrer uma intervenção militar no país.

O general Mourão afirmou enfaticamente que o seu afastamento do cargo de "Secretário de Economia e Finanças do Comando do Exército", seria, no entanto, uma "movimentação normal", segundo o militar. Ele foi ainda mais longe ao afirmar que não houve qualquer tipo de repreensão por parte do comandante-máximo do Exército brasileiro, general Eduardo Villas Bôas. De acordo com Mourão, "ele apenas teria retratado em sua palestra, sobre cenários que estão sendo colocados hoje, pois, não chamou o presidente de alguém que tenha feito corrupção, de ladrão, nem mesmo de incompetente".

Mourão afirmou ainda que suas falas são sempre interpretadas de modo exagerado. Já em relação a comentários durante a palestra, de que no Brasil estaria ocorrendo um "balcão de negócios", o general Mourão foi categórico ao afirmar que isso estaria sendo dito na própria imprensa todos os dias.