O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes [VIDEO] se pronunciou, nesta segunda-feira, 4 de dezembro, sobre as circunstâncias de prisão em segunda instância. O desabafo aconteceu, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), durante o ''Seminário Independência e Ativismo Judicial: Desafios Atuais''.

O objetivo do discurso de Mendes foi estabelecer a importância da Suprema Corte em reavaliar decisões de juízes após condenação em segunda instância. Lembramos que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aguarda o voto do juiz federal João Pedro Gebran Neto a respeito da condenação dada pelo juiz Sergio Moro em relação a uma ação penal sobre um tríplex localizado no litoral de São Paulo, Guarujá.

O fato de gilmar mendes defender que as sentenças dadas em segunda instância devam ser revisadas poderá fazer com que políticos condenados pela Justiça em segunda instância consigam se livrar da cadeia, caso o STF entenda que a prisão não seria necessária.

Gilmar Mendes citou que a revisão sobre as prisões devem ser feitas, pois alguns juízes federais estariam se influenciando através de acusações da mídia. A sua opinião desfavorável a prisão de políticos e o posicionamento do ministro sobre a prisão após segunda instância causou revolta na classe dos juízes federais. Mendes é o ministro do Supremo que conseguiu tirar da prisão preventiva vários investigados por corrupção e lavagem de dinheiro em detrimento de descobertas feitas pelas investigações da Operação Lava Jato.

Recentemente, Mendes concedeu um habeas corpus para Jacob Barata Filho, o conhecido ''Rei do Ônibus'', acusado de crimes de corrupção.

O ministro do Supremo teria intimidade com Jacob, pois foi padrinho de casamento da filha do empresário em 2013. Gilmar Mendes já foi criticado por colegas do Supremo. Em novembro, o ministro Luís Roberto Barroso avaliou que Mendes mudaria seu discurso conforme o réu.

Ex-presidente Lula [VIDEO]

Lula é um dos políticos que terá seu futuro decidido através de decisão em segunda instância. Após ser condenado por Sérgio Moro a nove anos e seis meses de cadeia, o ex-presidente aguarda o parecer de João Pedro Gebran Neto sobre a decisão de prisão preventiva. Lula poderá ter sua candidatura cassada caso seja condenado em segunda instância. [VIDEO] Análises apontam que com a velocidade do andamento do processo, até o mês de março de 2018 o caso terá sido definido.

O petista afirma que não teria ninguém capaz de tirá-lo das eleições presidenciais do próximo ano e garante que irá se candidatar e conseguir alcançar novamente a presidência. Resta aguardar a decisão da segunda instância.