A Operação Lava Jato [VIDEO], da Polícia Federal, sediada em Curitiba, no estado do Paraná, cuja sede em primeira instância está localizada na décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal do Paraná e conduzida pelo juiz federal Sérgio Moro, atravessou momentos complicados ao longo do ao de 2017. O ano foi literalmente muito difícil, não somente devido a grandes entraves e tentativas por meio de autoridades políticas e ate mesmo jurídicas do país, em tentar frear as investigações da força-tarefa da Lava Jato, mas também devido a alguns fatos inusitados que permearam o dia a dia das apurações na capital paranaense. Dentre esses fatores que contribuíram para a Lava Jato estivesse sob os holofotes de todo o país, está algo intrigante.

Trata-se da participação do guarda municipal da corporação em Curitiba, Julio Cesar Benitez, que, de acordo com denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, teria atuado de modo que pudesse favorecer a alguns presos no âmbito da operação. Vale lembrar que a Lava Jato é considerada uma das maiores operações anticorrupção já desencadeadas em todo o mundo e reconhecidamente, como a maior operação na história contemporânea brasileira, que goza de grande apoio popular, principalmente, em se tratando de parcela majoritária expressiva da população brasileira e setores da sociedade civil organizada.

Envolvimento de guarda municipal

De acordo com o aprofundamento das investigações do Ministério Público Federal, o guarda municipal da corporação da capital paranaense, Julio Cesar Benitez, teria, durante meados do mês de maio de 2014, entregue aparelho celular a cinco investigados no âmbito da força-tarefa da Operação Lava Jato.

A denúncia acabou sendo aceita pelo juiz Alessandro Rafael Bertollo de Alexandre, da décima quarta Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba. O magistrado colocou Benitez no banco dos réus, pela prática de Crimes contra a administração pública.

Vale ressaltar que a acusação se refere à entrega de um aparelho celular a cinco investigados da Lava Jato, como o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o ex-doleiro do mega esquema de Corrupção, Alberto Youssef. O aparelho móvel teria sido entregue dentro da própria carceragem da Polícia Federal, em Curitiba. A denúncia foi recebida pelo juiz Alessandro Rafael na data de de 13 de dezembro passado e após análise minuciosa do caso, o magistrado decidiu que havia "indícios considerados suficientes para que se possa demonstrar a presença de justa causa para o início do procedimento penal".

Já a defesa do acusado, por meio de seu advogado, Omar Elias Geha, a acusação seria "totalmente improcedente", já que segundo o defensor, a própria acusação já "reconheceria que o celular se encontrava no interior da carceragem no Setor de Custódia da Justiça Federal".