O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato no âmbito de Curitiba, Paraná, foi considerado como um implacável juiz defensor anticorrupção. Só neste ano, Moro ganhou grande destaque e notoriedade por colocar na cadeia nomes de grandes políticos, como o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, os ex-ministros do Partido dos Trabalhadores (PT), Antonio Palocci e José Dirceu, e também o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. No entanto, a sentença que causou mais alvoroço pela opinião pública foi a condenação do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a nove anos e seis meses de detenção.

Nesta próxima terça-feira, Sérgio Moro será homenageado como o ''Brasileiro do Ano'' por conseguir mexer com diversos políticos e empresários, investigando e dando sentenças sem medo. A rotina do juiz federal é marcada por dez horas de trabalho exaustivas, tendo dias em que ele nem se alimenta devidamente. A atuação da Operação Lava Jato trouxe de volta para o Brasil cerca de R$ 11 bilhões aos cofres públicos. Um dos mais emblemáticos investigados pela Lava Jato [VIDEO] foi o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, que faturava, nada mais, nada menos, que R$ 140 bilhões por ano.

A Petrobras também entrou em prejuízos absurdos devido à governança de partidos como o PT, PP e PMDB, os valores dos roubos trouxeram um desfalque de até R$ 40 bilhões.

Sérgio Moro acredita que mesmo com resultados positivos das operações, não seria possível acabar com todos os índices de corrupção presentes no Brasil, porém os meios de combate continuarão sendo aprimorados e ele não acredita que o Brasil poderá retroceder neste quesito.

Um dos problemas que a Lava Jato carrega é a omissão de frentes políticas de apoio às investigações.

Eleições presidenciais de 2018

Segundo Moro, o tema central dos próximos debates presidenciais será ''corrupção''. O juiz federal [VIDEO]acredita que graças às investigações da Lava Jato, os políticos deverão responder questões cruciais que entraram em grande debate neste últimos anos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pela opinião pública.

As questões cruciais serão sobre o foro privilegiado, prisão em segunda instância, loteamento político de cargos públicos e sobre crimes na Petrobras. Moro acredita que emparedar os candidatos à presidência com essas questões será relevante para as discussões. Moro acha que isso seria até mais relevante do que tratar de preferências ideológicas, algo que causa grande divisão de grupos políticos.