As investigações da Operação Lava Jato já colocaram na prisão grandes políticos [VIDEO] e empresários brasileiros, se tornando a maior operação anticorrupção do Brasil. Juízes como Sérgio Moro, de Curitiba (PR), e Marcelo Bretas, do Rio de Janeiro, ganharam grande notoriedade pelas suas sentenças na Lava Jato, mobilizando o apoio da sociedade.

No momento, ronda uma preocupação por parte dos advogados de políticos envolvidos na Lava Jato. Eles temem que a situação de seus clientes piore no próximo ano. O fato acontece por conta da troca da 2° turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados criminalistas estão tentando de tudo para acelerar o processo de seus clientes antes que a ministra Cármen Lúcia assuma o lugar do ministro Dias Toffoli.

Segundo expectativa, as chances para políticos corruptos iriam piorar com a presidente do Supremo na 2° turma.

Cármen Lúcia é vista como uma figura mais ''dura'' e ''sensível''. Ela levaria em conta o desejo da sociedade e poderia trazer dor de cabeça para os alvos da operação. Ao contrário de Toffoli, visto como alguém mais favorável aos réu, Cármen Lúcia se alinha a uma posição próxima de Edson Fachin, o relator dos processos da Lava Jato no STF.

Neste ano, a Lava Jato ganhou muitas críticas por ministros como Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Toffoli. Fachin acabou perdendo o combate com sucessivas derrotas por conta dos três ministros citados. Em posição menos extrema, há o voto do ministro Celso de Mello.

Cármen Lúcia irá perder a presidência do Supremo em setembro de 2018. Com isso, é a vez de Dias Toffoli assumir seu lugar.

Resta esperar para saber a reação do novo presidente da Corte, que entrará em momento turbulento na política brasileira, próximo às eleições presidenciais.

Governo, políticos e Procuradoria

A procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, se posicionou contra o presidente da República, Michel Temer, após ele conceder um grande presente para condenados na Justiça, o indulto natalino. Durante seu depoimento, Dodge disse várias vezes a palavra ''corrupto'' e ''impunidade'', mostrando grande indignação com a decisão de Temer em quebrar condenações consideradas menos graves. O fato é que Michel Temer beneficia diretamente políticos investigados na Lava Jato, tirando a credibilidade da operação.

Além de Dodge, juízes como Sérgio Moro e o coordenador da força-tarefa, o procurador federal Deltan Dallagnol [VIDEO], também se manifestaram contrários a decisão.