Com as Eleições de 2018 ainda distantes, parece que alguns candidatos já estão queimando a linha de largada. Temos avaliado que o cenário político atual tem destacado dois nomes para a presidência em 2018, o de Jair Bolsonaro e de Lula (Luiz Inácio Lula da Silva). Prevendo a forte rivalidade, os candidatos já contam com pré-campanha onerosa, tentando buscar eleitores. Todavia, a situação não passou de forma silenciosa pelo Tribunal Superior Eleitoral.

No início da semana passada, o ministro Gilmar Mendes anunciou em reunião a situação irregular estabelecida por Lula e Jair Bolsonaro. A matéria colocada pelo ato seria por abuso de poder econômico.

Presidindo atualmente o Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar colocou em pauta a situação, todavia, teve a acusação rejeitada. Com o fim de seu cargo no TSE se aproximando, Gilmar Mendes defende com unhas e dentes sua proposição.

Fazendo questão de expor o caso não só internamente, o ministro proferiu ao assinar convênio da Organização dos Estados Americanos, “Há estruturas aí que já passam [VIDEO] – jatinhos, deslocamentos de caravanas, ônibus, reunião organizada de pessoas e tudo mais. Tudo isso precisa ser avaliado. Acho que esse vai ser o tema do tribunal já em fevereiro”. Expondo esquemas, ele mostrou que o financiamento da pré-campanha dos candidatos, caso feitos de modo irregular, podem levar a cassação da diplomação dos candidatos.

Com uma situação econômica fragilizada, a colocação feita pelo ministro fez eleitores refletirem sobre as campanhas subentendidas dos candidatos, antes do período eleitoral.

No mês anterior, Jair Bolsonaro mencionou que a emissora Rede Globo seria beneficiada em parceria com Lula, inclusive, ameaçou cortar porcentagem dos impostos que a mesma ganha pelo horário eleitoral, caso se tornasse presidente. Contudo o mesmo não falou sobre o financiamento de sua pré-campanha.

A sensação é de total desconforto, enquanto eleitores esperam que o novo governo venha e traga segurança social, econômica e legislativa. O cotidiano mostra uma realidade bem diferente das expectativas.

“Quem está financiando? Isso pode levar ao reconhecimento de abuso de poder econômico, que pode levar à própria cassação do diploma. É preciso ter muito cuidado com isso”, disse Gilmar Mendes em sua fala final. Que inclusive mencionou a possível interação entre o financiamento das candidaturas com o crime organizando. Os políticos envolvidos ainda não se manifestaram sobre a acusação. Cabe ao povo permanecer atento as movimentações políticas que estão prestes a ocorrer.