O julgamento do nosso ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi marcado essa semana pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), e a data é dia 24 de janeiro de 2018. O julgamento será de segunda instância e o caso que está sendo analisado é o do triplex do Guarujá. O desembargador da 8ª Turma do TRF-4, Leandro Paulsen, concluiu seu papel de revisor essa semana e foi pedida a marcação do julgamento do petista. Antes de Paulsen, o desembargador João Pedro Gebran Neto tomou o papel de redator e concluiu seu relatório algumas semanas atrás, dia 4 de dezembro [VIDEO], após 100 dias trabalhando nisso.

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Caso haja uma reiteração por parte do TRF4 sobre condenação de Lula, o ex-presidente será detido nas Eleições presidenciais de 2018 pela Lei da Ficha Limpa, se tornando inelegível, o que muda todo o cenário da disputa presidencial, já que o petista é um dos principais nomes que surgiu nas pré-campanhas.

Logo os planos de retorno de Lula à Presidência da República Federativa do Brasil está nas mãos do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

E ainda existe a possibilidade de o TRF4 decidir avalizar a sentença dada pelo juiz Sergio Moro [VIDEO] de condenação ao ex-presidente Lula de 9 anos e meio de encarceramento, respondendo pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. E caso haja a intervenção do Ministério Público Federal (MPF), pode ser determinado pelo Poder Judiciário que o petista comece a cumprir sua pena imediatamente, conforme o entendimento vigente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ou seja, Luiz Inácio Lula da Silva pode não apenas ser impedido de se candidatar a presidência, mas também o ex-presidente pode começar o seu ano de 2018 de dentro da cadeia.

Políticos que estão encarcerados

Lula ainda está na incerteza de seu futuro em 2018, podendo vir como candidato a presidente da República ou quem sabe virar um detento.

Ele não será o primeiro pego pela Operação Lava Jato. Como alguns de seus colegas da política estão na cadeia há algum tempo. Um exemplo disso é o ex-governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que está enfrentando a maior pena já aplicada a um político brasileiro, sendo essa pena de 25 anos e está recluso desde novembro de 2016. E além dele, também está preso o ex-presidente da Câmara dos deputados Eduardo Cunha, que enfrenta uma pena de 15 anos de reclusão desde outubro de 2016. Os dois são do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).