O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, sempre teve ótimas relações com o presidente Michel Temer e os membros do Governo. De acordo com as informações do site "O Antagonista", o general vive um sério drama em sua vida. Vítima de uma doença incurável, degenerativa, Villas Bôas sofre de esclerose lateral amiotrófica. Ele já não consegue mais cumprir as suas tarefas do Exército e pode a qualquer momento deixar o cargo. Mas o que estaria segurando o general a não renunciar de suas tarefas?

Em casa na maior parte do tempo, andando de cadeira de rodas, o comandante vai se arrastando o quanto pode.

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O objetivo dele é se segurar até o final de março, quando os quatro generais mais antigos, que fazem parte da sua linha de sucessão, entrariam para a reserva e ficariam incapazes de assumirem o seu cargo.

Entre os generais, está o polêmico general Antonio Hamilton Mourão, que já mostrou que não compactua com as diretrizes do governo do presidente Michel Temer.

O desejo de Villas Bôas seria que entrasse em seu lugar o general Fernando Azevedo e Silva, que possui livre trânsito no Planalto. Azevedo foi indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff para comandar a Autoridade Pública Olímpica e depois foi levado à chefia do Estado-Maior pelo próprio general. Isso acabou causando um mal-estar no Alto Comando, que viu uma decisão errada do comandante em "atropelar" os mais velhos.

Punição

No começo do mês, após novas declarações do general Mourão contra o governo Michel Temer e os ex-presidentes petistas Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, Villas Bôas decidiu punir Mourão retirando-o do posto de secretário de Economia e Finanças da instituição.

Em seus discursos calorosos, Mourão levanta várias polêmicas e chega a falar em intervenção militar no Brasil, caso os políticos corruptos não sejam afastados. Vale ressaltar que Mourão é apoiado por parte dos brasileiros e muitos militares.

Mensagem de fim de ano

O general Eduardo Villas Bôas decidiu enviar uma mensagem de fim de ano aos brasileiros [VIDEO], no domingo passado, dia 24. O militar afirmou que tem esperanças que, no próximo ano, o Brasil superará a crise moral que o assola. Villas Bôas enfatizou que as Forças Armadas são guardiãs do país e o Exército sempre buscará o fator de estabilidade.

O general falou sobre as inúmeras operações realizadas pelo Exército no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Amazônia e em outros estados. Ele firmou que os militares estão à disposição da sociedade, a serviço da nação brasileira alicerçados na hierarquia e disciplina.