O ministro Gilmar Mendes, um dos membros da mais alta Corte de Justiça do país, o Supremo Tribunal Federal (STF), participou de uma palestra realizada na capital dos Estados Unidos da América, Washington, na última quarta-feira (13). O evento foi organizado pelo Brazil Institute, do think Tank Wilson Center, que está sendo sediado na capital norte-americana. Ao discursar a respeito de diversos assuntos, o ministro Gilmar Mendes se referiu ainda, em relação ao inquérito que envolve o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, condenado em 1ª instância pelo juiz Sérgio Moro.

O magistrado é o responsável pela força-tarefa de investigação da Operação Lava Jato.

Entretanto, o principal tema a que se referia a palestra do ministro Gilmar Mendes se referia à implementação das urnas eletrônicas, durante o período do pleito eleitoral no Brasil. Gilmar Mendes afirmou que o sistema eletrônico do país é seguro, de modo que a possibilidade de ocorrência de qualquer tipo de fraude nas urnas é praticamente impossível. Gilmar Mendes criticou ainda a utilização de voto impresso nas urnas, ao considerar que não acrescentaria segurança ao eleitor, conforme isso seja defendido por alguns movimentos pertencentes à sociedade civil do país.

Ministro do STF se refere a inquérito de Lula em palestra nos EUA

Com a possibilidade cada vez mais próxima de ser confirmada uma condenação do ex-presidente [VIDEO] Lula na Corte de Apelação, ou seja, no Tribunal de 2ª instância, o TRF4 (Tribunal Regional Federal da Quarta Região), sediado em Porto Alegre, o ministro do Supremo resolveu se pronunciar sobre os trâmites do processo.

De acordo com o magistrado, com o agendamento do julgamento de Lula no TRF4, para a data de 24 de janeiro de 2018, torna-se visível que isso venha trazer uma "segurança jurídica" ao país.

Gilmar Mendes ironizou o fato de algumas autoridades e pessoas da sociedade civil organizada terem reclamado da rapidez da Justiça, em relação ao processo que envolve seu cliente. O ministro acredita que a ação penal envolvendo o ex-mandatário do país não fugiria do padrão.

Gilmar Mendes foi ainda mais longe ao considerar que acredita ser algo de extrema importância e também de uma grande responsabilidade institucional, uma decisão que venha a ser tomada num tempo adequado devido, com o objetivo de evitar o desencadeamento de um quadro de insegurança. No entanto, se for confirmada a condenação de Lula em 2ª instância, o petista estará inelegível por estar enquadrado na Lei da Ficha Limpa, além da grande possibilidade de que tenha que vir a cumprir prisão em regime fechado.