Neste domingo (24), o comandante do Exército, o general Villas Bôas, decidiu enviar uma mensagem para todos os brasileiros. O general enalteceu o trabalho realizado pelos militares e afirmou que o Brasil sairá dessa crise que o assola. O general destacou o sentimento de dever cumprido em 2017 e disse que o Exército estará à disposição para manter a estabilidade no país.

A mensagem do general, aparentemente, vai um pouco na contramão às articulações e planos estabelecidos pelo presidente Michel Temer.

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Sem citar a Operação Lava Jato em seu discurso de fim de ano, Temer começou a se aproximar do ministro Dias Toffoli, que assumirá o Supremo Tribunal Federal (STF) daqui nove meses. Ele parece já montar uma estratégia para garantir boas relações com o ministro e evitar, assim, quaisquer pontos negativos no futuro.

Os dois são vistos juntos em vários momentos, e suas conversas causam uma desconfiança no outro lado da Praça dos Três Poderes.

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Além de Toffoli, outro 'amigão' de Temer é o ministro Gilmar Mendes, que tem sido a salvação dos condenados da Operação Lava Jato. Sem contar ainda com o carinho do ministro Alexandre de Moraes, que foi nomeado pelo peemedebista para assumir o STF.

São três ministros que, podemos dizer, estarem juntos com o presidente para o que der e vier.

Cármen Lúcia

Temer acabou "virando as costas" para Cármen Lúcia, que entrou na presidência da Corte com bastante garra e determinação.

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Governo Michel Temer

Ela chegou a enfrentar Temer e seus ministros, principalmente quando veio à tona a delação da JBS, que acabou complicando a vida do peemedebista.

Temer não gostou disso e em conversas reservadas afirmou que a ministra queria ser a "salvadora da pátria". Na concepção do Planalto, Carmen Lúcia estaria planejando tomar o lugar de Temer na Presidência, em caso de eleições indiretas.

Cármen Lúcia chegou a rebater esses comentários e disse que o lugar dela é no Judiciário e não tem nenhuma pretensão de ser presidente.

A entrada, em setembro de 2018, de Dias Toffoli pode ser bom para Temer e alguns envolvidos em corrupção, principalmente os petistas. Toffoli foi advogado do ex-ministro José Dirceu e atuou no Governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como sub-chefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil.

Lava Jato

Os procuradores da Lava Jato poderão ter dificuldades com o ministro Toffoli, que é muito amigo de Gilmar Mendes.

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O ano nem começou, mas as estratégias já estão sendo elaboradas. Resta aguardar qual será a posição do Exército no ano que vem.

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