O presidente Michel Temer teve uma reunião secreta no mês de outubro com a cúpula da Rede Globo, em especial com João Roberto Marinho, quando discutiram a cobertura da empresa ao governo federal. Na ocasião, Temer pediu apoio aos diretores para a reforma da Previdência.

Segundo declaração de alguns aliados da Presidência, o encontro ocorreu porque João Roberto, atual vice-presidente do Conselho Administrativo da Globo, fez uma solicitação para que o presidente participasse da reunião. Temer questionou a maneira como a empresa cobriu o caso das delações do empresário da JBS.

Segundo ele, estava explícito o interesse de tirá-lo da Presidência.

A assessoria do Grupo Globo informou que o diálogo com o presidente não teve o objetivo de fazer qualquer tipo de pedido ou promessas de ambas as partes. Quem promoveu o jantar foi João Roberto. Estiveram presentes neste encontro Paulo Tonet, vice-presidente de Relações Institucionais da Globo, e o deputado Beto Mansur (PRB-SP).

Temer falou de sua insatisfação com o Grupo, quando a empresa, por meio do jornal "O Globo", fez a propagação da conversa de Joesley Batista com ele.

Esta gravação foi a principal base de Rodrigo Janot, então procurador-geral da República, para apresentar as denúncias de corrupção contra Temer. A investigação das acusações foi barrada pelos deputados federais.

Segundo o presidente, "O Globo", através de alguns editoriais, fez abertamente apologia a sua saída como uma melhor opção para o bem do país. Temer ponderou e fez questão de ressaltar ao diretor executivo da Globo que o conteúdo das delações precisa ser tratado com muita responsabilidade antes de considerá-los como fato.

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Ele até citou o exemplo do que está acontecendo no escândalo da Fifa (Federação Internacional de Futebol), como no caso da delação do empresário J. Hawilla, que em sua delação escancarou a caixa-preta do esquema de corrupções no mundo do futebol.

No mês de novembro, a Rede Globo sofreu fortes acusações por parte do empresário argentino Alejandro Buzarco, este declarou à Justiça nos Estados Unidos, que é responsável pelas investigações dos casos da Fifa, que a TV Globo, além de outras empresas, efetuou pagamentos para terem o privilégio nas transmissões dos campeonatos, em especial nos jogos da Libertadores da América.

A Globo negou todas as acusações e afirmou que trabalha com transparência, honestidade e que a empresa não tolera nenhum tipo de pagamento ilícito.

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