Um dos mais jovens ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) [VIDEO], Luís Roberto Barroso, nomeado a integrar a mais alta Corte de Justiça do País no ano de 2013 pela ex-presidente da República, Dilma Rousseff, concedeu entrevista exclusiva a um dos principais veículos de comunicação do jornalismo mundial, a rede BBC. O magistrado carioca afirmou, de modo enfático, que o ideal é que, em se tratando do processo eleitoral com vistas às Eleições presidenciais do ano que vem, deve-se primar para que tudo ocorra dentro da mais perfeita celeridade.

O ministro integrante da Suprema Corte brasileira foi ainda mais contundente ao comentar, durante a entrevista concedida ao meio de comunicação estrangeiro, que ele não é um "comentarista" político, porém, não caberia a ele tratar sobre implicações de candidaturas ao cargo máximo do País, em alusão à situação de condenação em primeira instância do ex-presidente da República [VIDEO], Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula foi condenado pelo juiz Sérgio Moro pelo cometimento de crimes relacionados à corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em se tratando da aquisição de um apartamento de luxo tríplex, localizado na praia de Astúrias, na cidade paulista litorânea de Guarujá. O imóvel teria sido angariado a partir de recursos ilícitos provenientes dos cofres públicos da maior estatal brasileira, a Petrobras, por meio de empreiteiras envolvidas no mega esquema de corrupção denominado de "Petrolão", que está sendo investigado no âmbito da força-tarefa da Operação Lava Jato.

Ministro do Supremo se manifesta sobre Lula

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou que a candidatura do ex-presidente Lula deve ser julgado o quanto antes. Segundo o magistrado, "se existe uma determinada indefinição de caráter jurídico, quanto mais célere puder ser todo o esclarecimento dessa situação, melhor para o país".

Barroso foi ainda mais longe, ao afirmar que "em nome de uma estabilidade política e da segurança jurídica do jogo democrático, é melhor que possa se definir o mais cedo possível, quais serão as regras e quem poderá ser candidato", já que segundo o ministro, "isso não seria problema, nem indício de perseguição, mas sim um momento de grande prudência".

O ex-presidente Lula segue aguardando a definição sobre a confirmação ou não de sua condenação na segunda instância, cuja decisão caberá ao Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), de Porto Alegre, em 24 de janeiro de 2018. Barroso se referiu sobre o processo de Lula, ao dizer que " ele não merece ser tratado nem pior e nem melhor do que qualquer pessoa, já que Lula deve ser tratado com distinção, equidade, com base nos autos, com seriedade e respeito, já que uma democracia se move de regras para valem para todos".