Para um indivíduo se oficializar em algum cargo da Justiça, como, por exemplo, no Supremo Tribunal Federal (STF), ele deve deixar de lado todas as suas ideologias partidárias e políticas, pois a sua parcialidade ficaria abalada pelos seus ideais pessoais, podendo favorecer um partido ou outro.

Um magistrado que deixa dúvidas, desde que chegou ao poder no STF, no povo brasileiro quando o assunto é parcialidade é o atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes [VIDEO]. Ele foi indicado pelo, na época, presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), no ano de 2002. Na ocasião, Gilmar teve que escolher entre atuar no cargo na Corte e manter sua militância.

Apesar de ter escolhido a primeira opção, a militância às vezes ganha a voz.

Quando foi convocado para assumir a cadeira no tribunal, Gilmar Mendes [VIDEO] estava a caminho de uma filiação ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que iria o lançar candidato a ser governador do estado do Mato Grosso do Sul, e desistiu da candidatura e filiação para passar a ser membro da Corte.

Devido ao seu histórico de militância, a insatisfação em relação ao presidente é considerável e não são apenas falas sem atitudes, já que Gilmar já acumula dois pedidos de Impeachment e oito arguições de impedimento. Mendes detém do maior número de ações contra um ministro do STF na história do Brasil.

Recentemente, o ministro concedeu habeas corpus aos empresários Jacob Barata Filho e Lélis Teixeira, acusados de corrupção no Rio de Janeiro.

Segundo o ex-procurador- geral da República Rodrigo Janot, Mendes possui vínculos pessoais com os empresários, o que o deixaria impedido de tomar uma posição em relação ao processo com a imparcialidade que um juiz deve sempre reter.

Após o episódio ocorrido, Janot abriu uma arguição de suspensão contra Gilmar, que recebeu a notificação de arguição e existe a possibilidade de ele responder por ela, coisa que nunca aconteceu em todos esses anos de Supremo. A insatisfação popular também é um problema na conta de Gilmar e o povo se uniu e realizou um abaixo-assinado com o objetivo de pedir o impeachment de gilmar mendes do cargo de presidente do TSE.

O abaixo assinado foi realizado por meio da plataforma change.org e o objetivo em relação à quantidade era de um milhão de assinaturas e até o momento foram registradas pouco mais de 906 mil assinaturas.

Foi feito um acordo da JBS, empresa envolvida em escândalo de pagamento de propinas a políticos brasileiros, que iria patrocinar o Instituto de Gilmar, o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP). Nessa conta constam 7 milhões e meio de reais entre os anos de 2008 e 2016. A execução de tal acordo foi supervisionada pelo advogado e diretor jurídico do grupo comandado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista. Além disso, o assunto foi dado como ''confidencial''.