2

A força-tarefa das investigações [VIDEO]da Operação Lava Jato, no âmbito do Rio de Janeiro, comandada pelo juiz federal Marcelo Bretas, começou a ''desconfiar'' da postura de um desembargador. O caso está sendo intrigante após a decisão de manter em liberdade Regis Fichtner, ex-chefe da Casa Civil do ex-governador do Rio, e atual presidiário, Sergio Cabral.

Nesta última quarta-feira, 13 de dezembro, a 1ª Turma Especializada do TRF-2, concedeu, de forma parcial, o pedido de habeas corpus de Fichtner, mantendo-o em liberdade. No entanto, o caso não teria sido bem recebido por alguns membros que atuam na Lava Jato. A desconfiança começou após a decisão, enfatizando que o desembargador, responsável pelo caso, estaria mudando de postura.

A Lava Jato está preocupada com Paulo Espírito Santo, o juiz tem agido de forma diferente, chamando atenção. Em outro caso, o desembargador votou para dar liberdade a outros presos na Operação ''C’est Fini'', o caso também é relacionado a Sergio Cabral, e inclusive, beneficia Georges Sadala, empresário próximo a Cabral.

Segundo informações do portal ''O Antagonista'', a mudança de postura de Paulo Espírito Santo poderá ter impactos negativos na Lava Jato [VIDEO]. A 1ª Turma Especializada do TRF-2 já criticou o Ministério Público Federal (MPF) considerando que há ''abusos'' nas investigações.

Caso de Regis Fichtner

A situação de Fichtner é complicada, ele seria o ''homem bomba'' do Rio de Janeiro e participou de esquemas corruptos envolvendo o ex-governador Sergio Cabral. Ele foi preso em 23 de novembro e teria recebido cerca de R$ 1,5 milhão em propinas durante os anos de 2007 e 2014.

Em outro esquema, o ex-Chefe da Casa Civil de Cabral beneficiou empresas através de benefícios fiscais, o valor chegaria em R$ 1,2 bilhão e foi feito através de seu escritório de advocacia.

A Procuradoria também estabelece que Fichtner participou de um esquema corrupto, autorizando que uma empresa usasse precatórios para pagar impostos atrasados. Os impostos gerariam o valor de R$ 74 milhões, e além disso, a empresa não precisaria pagar multas e teria redução de impostos. No entanto, a advogada contratada pela empresa era, nada menos, que a mulher de Sergio Cabral, a advogada Adriana Ancelmo.

A defesa de Fichtner enfatiza que não seria necessária a prisão preventiva do cliente e que ele não teria cometido crime algum, pois as denúncias do MPF já teriam sido esclarecidas através de documentos.