Nesta última sexta-feira, 8 de dezembro, o juiz federal Sergio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, surpreendeu a todos quando compareceu na Petrobras, empresa conhecida por ser o 'cenário' de vários crimes de corrupção envolvendo políticos e empresários. O juiz deu dicas para evitar ainda mais o fracasso da empresa, sugerindo que a estatal aposte em tomar medidas de sempre avaliar o patrimônio dos grandes diretores da empresa, a fim de constatar, da maneira mais rápida e eficaz possível, indícios de corrupção.

Moro relatou que muitas mudanças ainda devem surgir para que o povo brasileiro se orgulhe da empresa. O juiz enfatizou que se colocassem o número 'R$ 6 bilhões' em molduras espalhadas pela empresa, chamaria atenção dos funcionários para lembrar do resultado de diversas práticas corruptas que afetaram a Petrobras. Além do mais, o juiz recomendou que houvesse uma fiscalização nos fornecedores da empresa, ele lembrou de vários contratos fraudulentos com fornecedores e especifica que é necessário fazer uma averiguação sobre essas empresas que fazem serviço para a Petrobras.

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, levou em consideração as falas de Moro e disse que avaliará as medidas a serem tomadas. Em defesa da empresa, Parente disse que neste últimos três anos, coincidentemente os três anos de Lava Jato, a Petrobras adquiriu medidas modernas para evitar novos crimes de corrupção e está buscando um caminho seguro e honesto.

Defesa de Lula se 'assusta' com posição de Moro

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, réu em várias ações penais pelas investigações da Operação Lava Jato, não teria gostado em nada da visita de Sergio Moro na Petrobras, e muito menos das dicas dadas pelo juiz em combate à corrupção.

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Lava Jato Sergio Moro

Moro esteve presente na empresa devido a um evento promovido.

Segundo o advogado Cristiano Zanin, a presença de Moro "não é aceitável", devido o juiz estar visitando "partes de um processo". O advogado frisa que um juiz deve manter distância das partes a que lhe cabem julgar. O advogado de Lula disse que Moro deu "conselhos jurídicos" e que isso poderia levá-lo a uma suspeição.

Desta forma, Cristiano Zanin reafirmou, como Lula faz questão de destacar em seus discursos, que Sergio Moro estaria agindo com parcialidade nos casos que julga, prejudicando ferozmente o ex-presidente, alvo de vários processos que tramitam na Justiça do Paraná.

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