O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes tem sido exposto em uma publicação forte da revista Veja sobre uma relação suspeita com o empresário e dono da JBS, Joesley Batista. De acordo com a publicação, uma outra fonte de renda do ministro vem do seu Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), no qual é sócio junto com seu filho, Francisco Schertel Mendes. Porém, o IDP está se tornando um grande problema na vida do ministro e o envolvimento com os irmãos Batistas pode complicar de vez a sua vida.

Gilmar tem mantido uma relação muito amigável com os empresários da JBS e isso ocasionou muitas trocas de favores.

O instituto do ministro tem recebido enormes quantias de patrocínios que não foram declarados publicamente.

A procuradora Monique Cheker não gostou de ter lido sobre isso e agora afirmou entender melhor a raiva do ministro com as investigações da Operação Lava Jato [VIDEO]. Ela publicou uma crítica enfática sobre Mendes. Após a divulgação de milhões da JBS que eram entregues para o instituto, através da conta pessoal do ministro [VIDEO], a procuradora escreveu que os ataques de Mendes à Lava Jato podem ser entendidos melhor depois dessa notícia. "A Corrupção é a maior violadora de direitos humanos", declarou.

O coordenador da força-tarefa da operação no Paraná, Deltan Dallagnol, reproduziu o texto de Mônica apoiando as suas críticas.

Negócio suspeito

O Ministério Público do Mato Grosso está pronto para fazer graves denúncias contra o ex-governador do Estado Silval Barbosa e mais algumas pessoas.

Ele é acusado de um esquema fraudulento e que envolve o ministro Gilmar Mendes, seu grande amigo.

A denúncia no MP é sobre a aquisição de uma universidade particular pelo Governo do Estado, mas com muitas irregularidades. A instituição foi fundada por Gilmar Mendes e sua família. Em 2013, a irmã do ministro vendeu a propriedade para a Universidade do Estado do Mato Grosso. O governo adquiriu 100% e houve uma suspeita de superfaturamento no negócio.

Irregularidades

Envolto de irregularidades, o negócio da instituição com o governo não teve autorização da Assembleia Legislativa e nem houve planejamento do governo para a compra do local.

Gilmar Mendes afirmou que quando o negócio foi feito, ele já não era mais sócio da instituição, apenas sua irmã. Conforme noticiou a revista IstoÉ, mesmo os antigos donos transferindo suas propriedades nas mãos de familiares, eles continuam influindo no destino da empresa.