A Operação Lava Jato é um referencial sem paralelo no combate a corrupção, e deixa algumas marcas que serão eternamente recordadas. Entre os milionários que a Lava Jato [VIDEO] colocou no banco dos réus consta uma dezena de nomes de pessoas que estão entre os mais Ricos do Brasil, e 5 desses réus são proprietários/presidentes das empresas mais expressivas do ramo da construção civil do país, movimentando um faturamento extraordinário que ultrapassa os 26% de todo o faturamento registrado nessa área. A soma da fortuna dos Batista com a dos Odebrecht, réus da Lava Jato, ultrapassam U$ 8 bilhões. Somados aos nomes de empresários poderosos estão também os de 37 políticos influentes que, além de seus vultuosos salários, receberam uma fortuna ilícita estimada em R$ 10 bilhões, no total, das empresas envolvidas no esquema do Petrolão.

Surge um novo mercado

Para a solução de alguns males, [VIDEO] muitas vezes é preciso produzir outros. A Operação Lava Jato é, sem dúvida, a maior operação anticorrupção do país, e o preço pago por seus alvos milionários para provar ou comprar a sua inocência perante os tribunais é extremamente elevado, e boa parte de sua fortuna vai parar no bolso de seus advogados, que dão o seu máximo para provar ou forjar uma mácula e livrar das grades a pele de seu ilustre cliente. Em período anterior a Lava Jato, existiam, com sua grande maioria concentrada no Rio e em São Paulo, aproximadamente 40 representações criminalistas por todo o país. Esse número praticamente duplicou no período atual, com um mercado muito mais abrangente, tendo agora como atenção principal as cidades de Curitiba, Brasília e Rio de Janeiro.

Os novos profissionais movimentam cifras milionárias

São mais de 1.200 novos profissionais, desde os que fazem o trabalho secundário, recém-formados, e defensores, que cobram em média R$ 1 milhão, para protocolar uma ação em algum tribunal superior. Esses novos profissionais que superfaturam às custas de poderosos se formaram em universidades reconhecidas e conceituadas, tem idade média de 40 anos. Para defender uma causa cobram de R$ 5 milhões a R$ 8 milhões, enquanto os advogados tradicionais cobram R$ 10 milhões.

Exemplo típico é Ticiano Figueiredo, 34 anos. Ticiano que se formou se em direito na Universidade de Brasília, curso que pagou trabalhando como promoter em festas da capital federal. Ticiano Figueiredo é um dos novos ricos, considerado um dos criminalistas mais bem pagos da atualidade, comemora importantes vitórias em sua carreira jurídica e já atuou na defesa de nomes importantes, como dos irmãos Joesley e Wesley Batista, e do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ticiano Figueiredo, até pouco mais de 10 anos, morava no sudoeste de Brasília, em um bairro de classe média e era proprietário de um Ford Fiesta. Hoje mora no Lago Sul, sua nova casa tem 5.000 m², e se exibe em um SUV da Jaguar.

Esses novos profissionais se enriquecem licitamente, às custas de riquezas nem sempre lícitas de seus clientes.