Nessa quarta=feira, 13, em Brasília, a Polícia Federa [VIDEO]l (PF, comandou a 6ª fase da Operação Ápia, em uma ação conjunta com a PGR (Procuradoria-Geral da República). Segundo informações da assessoria da Polícia Federal, a operação Ápia investiga um esquema de corrupção de uma organização criminosa que atuou no estado do Tocantins. O esquema teria desviado recursos públicos, que ultrapassaram R$ 850 milhões, destinados a obras de pavimentação asfáltica e de terraplanagem no estado Estado.

Os alvos da Operação Ápia

Os deputados Dulce Miranda (PMDB-TO) e Gaguim (PODE-TO) foram os alvos da Operação. Dulce Miranda é mulher de Marcelo Miranda (PMDB), governador do Tocantins.

Miranda foi intimado a depor na última fase da operação. Também são investigados sua cunhada, seu pai e seus irmãos, que foram indiciados [VIDEO] no mês de novembro, suspeitos de também estarem envolvidos no esquema.

Os procuradores da República e policiais federais investigam possíveis crimes de lavagem de dinheiro e de corrupção passiva. A investigação mostra que os crimes ocorreram na forma de pagamentos efetuados pela Construtora CTR (Rio Tocantins) aos políticos, o que caracteriza lavagem de dinheiro.

A Operação Ápia completou um ano em outubro

Os contratos que foram alvos de investigação pela Operação Ápia são superiores a R$ 850 milhões, resultado de empréstimos efetuados pelo BNDS, avalizados pelo Banco do Brasil, e estima se que seu valor chegue a R$1,25 bilhão. As verbas públicas ilícitas e as contratações eram da responsabilidade do núcleo Político da associação criminosa

A Operação Ápia é considerada a maior investigação policial já realizada na história do Tocantins.

Ela teve início no mês de outubro de 2016, pela polícia federal, com o objetivo de apurar a suspeita da existência de uma organização criminosa envolvida na corrupção de agentes políticos e servidores públicos, além de contratos ilícitos firmados entre construtoras e estado, com recursos do Banco Econômico e Social e também do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). O deputado estadual Siqueira Campos foi alvo de mandado de condução coercitiva na quarta fase da Operação Ápia, realizada no mês abril.

Os mandados judiciais de busca e apreensão foram cumpridos nos gabinetes dos deputados, em seus apartamentos funcionais e em suas residências no Tocantins.

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