O presidente Michel Temer informou a Baleia Rossi, deputado federal pelo estado de São Paulo e líder do PMDB na Câmara, do seu interesse em realizar um balanço juntamente aos líderes da base aliada na próxima quinta-feira, dia 7 de dezembro. O assunto é a aprovação da Reforma da Previdência. O intuito do balanço é consolidar os votos da base aliada sobre a referida matéria. São necessários 308 votos no total para que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, do DEM do Rio de Janeiro, paute a proposta na semana posterior.

Em reunião nesta quinta-feira, 30 de novembro, o tema foi discutido por Michel Temer e Baleia Rossi. De acordo com o líder peemedebista, esse assunto tem sido pauta constante do governo, colocado como uma prioridade. Ele esclareceu que será feita uma ofensiva pela base aliada, a qual terá início em um jantar entre os líderes no domingo, dia 3, e terminará na quinta-feira, dia 7.

O objetivo das reuniões é realizar um balanço para saber se a base governista conta com os votos necessários ou até um número próximo aos 308 votos necessários para colocar a proposta na pauta da Câmara e garantir a aprovação.

Um dos principais trunfos da bancada do PMDB para angariar apoio à reforma da Previdência é o Ministério da Articulação Política, usando-o como possível moeda de troca.

O problema é que o partido só deve ganhar a pasta depois da votação da proposta em primeiro turno. No presente momento, a pasta responsável pela articulação política é a Secretaria de Governo, a qual é atualmente ocupada por Antonio Imbassahy, do PSDB da Bahia.

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Michel Temer

Baleia Rossi negou explicitamente que tenha cobrado o presidente Michel Temer sobre a questão do ministério.

Ele afirma que a bancada peemedebista já teria entendido que a decisão de trocar Antonio Imbassahy por outro na Secretaria de Governo deve partir da convicção do presidente da República, quando e se ele considerar necessária e oportuna. O líder do PMDB disse ainda que a base não desistirá do ministério, mas enfatizou que também não pressionará o presidente sobre o assunto.

A reforma tem como objetivo diminuir o rombo crescente que a Previdência tem registrado. Os gastos pularam de 0,3% do PIB (Produto Interno Bruto), em 1997, para uma projeção de 2,7% em 2017. O déficit do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em 2016 atingiu R$ 149,2 bilhões, o que equivale a 2,3% do PIB. Em 2017, a estimativa é que fique em R$ 181,2 bilhões. Essas mudanças são reflexo das novas tendências demográficas no Brasil, com expectativa de vida da população crescente, maior número de idosos e diminuição da população jovem, que sustenta o regime.

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