Quando há quatro anos se iniciava a discussão sobre os nomes presidenciáveis para o pleito de 2014, a presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves apareciam com certo destaque e sempre entre os três mais bem votados - acompanhados por Marina Silva. Com a vitória da petista no segundo turno sobre o tucano, o Partido dos Trabalhadores conseguia seu quarto mandato seguido; a quarta vitória em cima do PSDB. Pouco mais de três anos se passaram após o resultado da eleição, e muita coisa mudou na vida de Aécio, Dilma, PT e PSDB [VIDEO].

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O senador foi afastado do cargo e viu a irmã e o primo serem presos. O País inteiro ouviu suas gravações pedindo dinheiro a Joesley Batista. Além do diálogo muito parecido com os da máfia italiana, afirmando até que "a gente mata", ao se referir sobre quem iria lhe entregar o dinheiro.

Já a presidente Dilma Rosseff sofreu um longo e tenebroso processo de impeachment que culminou com sua saída da Presidência da República. A petista foi escanteada pelo próprio partido e só agora pensa em voltar ao cenário político com uma possível candidatura ao Senado Federal, segundo informou um jornalista do UOL [VIDEO].

Também os partidos, PT e PSDB, já não vivem seus tempos áureos. Enquanto os petistas foram bombardeados dia após dia no processo de impeachment e no julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os tucanos viveram e ainda vivem um caos interno que ainda deve demorar para acalmar.

Partido dos Trabalhadores

Com os inúmeros escândalos que atingiram o partido e seu principal representante, Lula, o PT busca retornar às origens. Com a diminuição considerável de aliados políticos, a estratégia traçada foi se reaproximar da militância e dos movimentos sociais em busca de apoio popular.

Caravanas, encontros e discursos ao povo foram algumas das medidas adotadas pelos petistas para tentar se reaproximar daqueles que estiveram com o partido antes da ascensão política.

O PT lançou um novo programa de filiação para tentar dar uma oxigenada nos quadros do partido. Na última sexta-feira (15), foi lançada uma nova estratégia de abordagem: foram criados comitês que serão responsáveis por manter contato direto com movimentos populares, sindicais e a militância em defesa de Lula. O nome do projeto é: "Estamos a favor da democracia. Estamos com Lula".

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, afirmou em setembro que era preciso voltar ao contato mais direto com aqueles que sempre deram suporte ao partido. Segundo ela, o exercício do governo nos 13 anos que o PT ficou a frente do poder fizeram com que houvesse um certo distanciamento.

Ninho tucano

O problema dos tucanos é um pouco diferente. O partido não tem muito de quem se aproximar, esse nunca foi o cerne que guiou sua história.

A situação do PSDB é interna. O partido está completamente rachado. As inúmeras brigas internas fizeram com que os tucanos perdessem força.

Aécio Neves até então era o manda-chuva do partido. Após os inúmeros escândalos e gravações envolvendo seu nome, virou figura não grata nos quadros do PSDB. Foi substituído na presidência nacional do partido pelo senador Tasso Jereissati, que por diversas vezes criticou o companheiro tucano. Na primeira oportunidade que teve, Neves destituiu Jereissati do cargo.

No ninho dos tucanos paulistas também não foi diferente. João Doria surgiu como um pupilo do governador Geraldo Alckmin. Com a força do PSDB em São Paulo, virou prefeito da capital ainda no primeiro turno. Com uma explosão inicial de popularidade, achou que poderia cortar caminho e tentou puxar o tapete do até então padrinho político. No fim, viu que as coisas não são tão simples assim e foi posto em seu lugar.

Agora, os tucanos elegeram Alckmin para presidente nacional do partido de forma quase unânime e tentam centralizar em sua figura para viver momentos de paz e calmaria.