O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), sempre que tem a oportunidade faz discursos contra a Operação Lava Jato da Polícia Federal. O petista foi condenado a 9 anos e meio de prisão pelo juiz Sérgio Moro pela operação e está recorrendo em liberdade desde julho desse ano. Desde que a Lava Jato teve início, eles já perseguiram diversos políticos de diferentes partidos, mas o PT insiste em afirmar que há perseguição contra Lula e o seu público compra o discurso.

A última fala contra a Operação que saiu da boca do ex-presidente foi que a atuação da Polícia Federal está desmoralizando a Petrobras e o Rio de Janeiro.

O juiz Sérgio Moro se manifestou sobre o pronunciamento de Lula nesta última sexta-feira (08), mas foram poucas as palavras do magistrado. Ele disse que não iria responder ao ex-presidente Lula porque ele não discute publicamente com pessoas que estão condenadas na Justiça, se negando a dar atenção à fala do petista.

Moro falou isso num evento que aconteceu no Rio de Janeiro, na sede da Petrobras.

E apesar de ter sido breve nas palavras ao ex-presidente Lula, o juiz teve muito a criticar sobre o foro privilegiado.

Na opinião de Sérgio Moro, as casas legislativas podem agir com ''desvio de poder'', ao evitar a prisão de parlamentares. E, segundo o juiz, isso contradiz um dos princípios fundamentais da democracia, a ideia da igualdade, que basicamente é o conceito de que todas as pessoas são iguais perante a lei e devem ser tratadas iguais pela mesma. E o foro privilegiado é exatamente o oposto disso, já que os parlamentares são tratados diferente do povo, sendo julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). E Moro acrescentou falando sobre a grande quantidade de processos nos tribunais superiores e também assoberbados de recursos.

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Lava Jato Sergio Moro

Situação do ex-presidente Lula com a Lava Jato

O processo do ex-presidente Lula está rolando no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) desde julho desse ano de 2017 e o desembargador João Pedro Gebran Neto, pertencente a 8ª Turma do TRF-4, já tomou sua decisão no papel de relator após 100 dias de análise. Agora o próximo passo será dado pelo desembargador Leandro Paulsen, cumprindo o papel de revisor. E após a conclusão do revisor, chegará o momento do decano da Corte, o desembargador Victor Laus.

Enquanto não são concluídas todas as três etapas, o voto de cada um permanecerá em sigilo, sendo do conhecimento apenas da 8ª Turma do TRF-4, que é composta apenas pelos três desembargadores.

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