O suicídio do reitor Luiz Carlos Cancelier de Olivo, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) [VIDEO], acabou provocando grande alteração para uma das maiores investigações da história no Brasil, a Lava Jato. A operação é bastante importante na mudança da forma como os políticos agem. O nome de Sérgio Moro acabou virando uma espécie de super herói em todo o país. [VIDEO]

No entanto, a morte de Luiz fez abrir uma forte reflexão. Afinal, não existe um exagero na forma como as coisas têm acontecido na Lava Jato? O reitor da UFSC garantia que sim. Em uma carta de despedia reveladora, ele deixou claro que acabou sendo morto não quando cometeu o suicídio, mas sim quando foi acusado de algo que nunca teria cometido.

Luiz Carlos Cancelier, um homem inocente, que acusado de crime terrível preferiu o suicídio

Inicialmente, Luiz Carlos Cancelier era suspeito de tentar impedir o andamento das investigações sobre o desvio de dinheiro de um programa de educação. Mesmo sem provas concretas e com Luiz sendo um réu sem antecedentes criminais, mais de 100 policiais foram mobilizados para prendê-lo. O reitor foi afastado do cargo, não podia se aproximar da universidade em que trabalhava (mesmo morando na rua dela). Além disso, ele foi acorrentado, passou por revista íntima e, posteriormente, por falta de prova, acabou sendo solto.

O suicídio do reitor da UFSC que pode mudar os rumos da Lava Jato

Na página da Polícia Federal, a manchete com o nome do reitor dizia que a entidade havia desmantelado um esquema que roubou mais de R$ 80 milhões.

Essa quantia, na verdade, é todo o repasse dado pelo governo federal ao programa educacional a que o reitor era acusado de participar como receptor de propina. Com um detalhe, o dinheiro foi dividido durante dez anos, sendo que Luiz só era reitor há pouco tempo.

Dias depois, desolado, o reitor acabou se jogando de um shopping. Com seu corpo estendido no chão, a investigação passou a ter outro problema, que era o quanto isso poderia atrapalhar os rumos da Lava Jato.

Cinco dias antes da tragédia, o próprio reitor descreveu, no jornal "O Globo", a revolta que o dominava: "A humilhação e o vexame a que fomos submetidos há uma semana não tinham qualquer precedentes".

Previna-se contra o suicídio

No Brasil, uma das instituições que trabalha na prevenção do suicídio é o Centro de Valorização da Vida, o CVV. Para entrar em contato, basta ligar para o site 141. A ligação é gratuita para todo o país.