A grande probabilidade de que a conclusão do voto do desembargador João Pedro Gebran Neto resulte numa possível condenação do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, já causa calafrios ao ex-mandatário e também a seus correligionários. Vale lembrar que Lula foi condenado a nove anos e seis meses de prisão em regime fechado, no âmbito da Operação Lava Jato, pela prática de crimes relacionados à lavagem de dinheiro e Corrupção, em se tratando do processo que envolve a aquisição do apartamento de luxo tríplex, na praia de Astúrias, na cidade litorânea de Guarujá, localizada no litoral sul do estado de São Paulo.

O petista teria adquirido o imóvel através da obtenção de recursos ilícitos provenientes de empreiteiras envolvidas nos escândalos de corrupção que acarretaram a "sangria" dos cofres públicos da maior estatal brasileira, a Petrobras. A Operação Lava Jato é reconhecida como uma das maiores operações de combate à corrupção na história recente do País e é vista como uma das principais voltadas para o combate à corrupção em todo o mundo. A força-tarefa de investigação é conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal da cidade de Curitiba, capital do estado do Paraná.

Desfecho da Corte de Apelação

Recentemente, o desembargador e relator dos casos relativos à Operação Lava Jato no Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), João Pedro Gebran Neto,se manifestou a respeito da conclusão de seu voto, embora ainda não se conheça o conteúdo de sua decisão.

Entretanto, pode-se entender que o julgamento em segunda instância o do ex-presidente Lula pode alcançar muita rapidez e celeridade.

Os desembargadores federais João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Luis dos Santos Laus terão em conjunto a missão de decidir sobre o futuro político do ex-presidente Lula. Se os desembargadores confirmarem a decisão do juiz Sérgio Moro, relacionada à condenação de Lula, o petista poderá ser enquadrado na lei da ficha limpa e poderá ver minguado o sonho de poder concorrer novamente ao cargo de presidente da República.

Além disso, Lula poderá ter decretada a sua prisão, conforme proferido na sentença dada por Sérgio Moro, direcionada para que seja concretizada a condenação do principal nome do PT para a próxima disputal eleitoral em 2018.

Entretanto, a resposta a ser dada pelos três desembargadores da segunda instância no Tribunal Regional Federal da Quarta Região precisaria de ser até meados de agosto do ano que vem, para que, no caso de condenação, Lula não possa ter registrada sua candidatura para o pleito eleitoral.

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