Ocorreu uma premiação da revista "Isto é" nesta terça-feira (5) e um dos homenageados da noite foi o juiz representante da Operação Lava Jato Sérgio Moro, sendo a segunda vez consecutiva que recebe tal reconhecimento. O magistrado recebeu homenagem de Brasileiro do Ano na Justiça e recebeu grande apoio da plateia, sendo ovacionado pelo público presente no evento, que aconteceu na cidade de São Paulo. O prefeito da cidade, João Doria (PSDB), disse sobre a presença de Moro na cidade: “É uma alegria receber Sergio Moro, o herói brasileiro, em São Paulo”.

No ano passado, foi tirada uma foto de Moro conversando com o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e tal registro não caiu muito bem para o juiz, já que Aécio está envolvido em diversos casos de corrupção. Este ano, Moro não teve muito contato com os políticos presentes e, inclusive, teve um momento de desconforto com um deles.

A polêmica da noite deu-se pelo nosso atual presidente da República, Michel Temer (PMDB), que no momento da homenagem a Sérgio Moro recusou-se a se levantar para cumprimentar o magistrado.

Ele não foi o único a cometer tal falta de educação, tendo o apoio, no ato, de alguns dos membros de seu gabinete.

O presidente Michel Temer já foi citado quatro vezes na Operação Lava Jato, o que explicaria tal antipatia pelo juiz.

Casos de corrupção envolvendo Michel Temer

A primeira vez que Temer foi citado na Lava Jato foi durante a delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral, que afirmou que o atual presidente fazia parte de esquemas de aquisição ilícita de etanol por intermédio da subsidiária da Petrobras.

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Lava Jato Sergio Moro

Segundo o ex-senador, Temer era "padrinho" de um condenado pela Lava Jato, João Augusto Henriques, que era diretor da BR Distribuidora.

Delcídio também afirmou que o presidente foi quem aprovou Jorge Zelada ao cargo de diretor Internacional da Petrobras. Zelada, hoje em dia, é outro condenado pela operação da polícia federal.

Em outra delação, dessa vez de Júlio Camargo, ex-representante das empresas Toyo Setal e Samsung, à Procuradoria-Geral da República, disse que o lobista Fernando Soares, quem negociava entre as instâncias de poder para benefício próprio e de seus representantes, era um representante do Partido de Temer, o PMDB, que incluía além de Michel, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e o senador Renan Calheiros.

Mas o presidente nega conhecer o lobista e também Camargo.

No ano de 2014, o celular apreendido de Eduardo Cunha botou Michel Temer em maus lençóis outra vez. Estava armazenado no celular do ex-presidente da Câmara uma conversa em que Cunha reclamava com Léo Pinheiro, dono da construtora OAS, que ele havia pagado 5 milhões de reais a Michel, mas os repasses dos outros membros do partido estavam atrasados. Como de costume, o presidente negou ter recebido esse repasse.

O nome de Temer apareceu também em planilhas da Camargo Corrêa, uma holding de construção naval e entre outras áreas, em relação a obras de infraestrutura nas cidades paulistas de Araçatuba e Praia Grande, cotadas em dólares.

Mais uma vez, Temer nega seus vínculos com o caso.

Esses foram os casos que vieram à tona. Logo com tantos casos de corrupção envolvendo seu nome, não é surpresa o presidente Michel Temer se sentir desconfortável com um juiz ao seu lado.

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