Michel Temer está cada vez mais preocupado com a quantidade de votos favoráveis a reforma da Previdência. Na noite de terça-feira (12), ele se reuniu no Palácio do Planalto com o ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil, e com Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, para fazer uma contagem de votos "realista" sobre a condição da PEC na Casa Legislativa, segundo a repórter da Globo News e do G1, Andréia Sadi.

A jornalista apurou que a impressão do governo é que a base aliada diminuiu após as votações na Câmara dos Deputados que salvaram Michel Temer das denúncias feitas pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Naquele momento, o peemedebista conseguiu se safar com o número maior de votos do que seria necessário para aprovar a reforma da Previdência. A conclusão que o Planalto chegou é que precisará da participação maciça de PSDB [VIDEO], PR e PSD, caso queira passar a proposta na Câmara.

Sadi informou que o PSDB irá se reunir nesta quarta-feira (13) para discutir a possibilidade da bancada fechar questão [VIDEO] quanto aos votos favoráveis à reforma da Previdência. Porém, inicialmente, a ideia é não punir aqueles que decidirem descumprir a ordem. Ou seja, na prática, o partido não garantiria os votos de seus parlamentares.