Prestes a um desfecho no Tribunal de segunda instância, em se tratando do caso que culminou em condenação no âmbito da Operação Lava Jato [VIDEO], cujo processo contra o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, segue em tramitação na Corte de Apelação [VIDEO], muitas dúvidas ainda restam no ar. Trata-se do inquérito de condenação referente à compra do apartamento de luxo tríplex do Guarujá, através de recursos ilícitos provenientes de empreiteiras envolvidas no mega esquema de Corrupção da Petrobras, o que resultou num decisão tomada pelo juiz Sérgio Moro, ao condenar o ex-mandatário petista a mais de nove anos e seis meses de prisão em regime fechado, além de multa.

A decisão proferida pelo magistrado paranaense ocorreu no âmbito da maior operação de combate a crimes relacionados à corrupção de "colarinho branco", em toda a história contemporânea do país, sendo também considerado parte de um dos maiores escândalos de corrupção em todo o mundo, o "Petrolão", descoberto pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Vale ressaltar que Sérgio Moro é o juiz titular em primeira instância, da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná e responsável pela condução de todo o trabalho de investigação da força-tarefa da Lava Jato.

Prognóstico do Tribunal de segunda instância

Após a condenação do ex-presidente Lula em primeira instância, pelo juiz federal Sérgio Moro, por crimes relacionados à corrupção passiva e lavagem de dinheiro, será a vez de se verificar um provável desfecho para a situação do ex-mandatário, em se tratando da segunda instância ou Corte de Apelação, conforme é denominado o Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF4), de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, que deverá confirmar ou mesmo, reformar a pena imposta pelo magistrado paranaense, cujo julgamento está agendado para o início do ano que vem, em 24 de janeiro de 2018.

Vale lembrar que em 30 de novembro deste ano, um dos três desembargadores que definirá a situação de Lula, João Pedro Gebran Neto, relator de casos referentes à operação Lava Jato na segunda instância, entregou o processo ao seu colega revisor, Leandro Paulsen. Essa ação, resultante da agilidade e celeridade do Tribunal, levou o ex-presidente Lula a não ter motivos de sobra para "brindar" a passagem para o próximo ano.

Outra razão que pode "azedar" ainda mais o reveillon de Lula, se refere tanto à data de julgamento agendada para já em 24 de janeiro próximo, ou seja, praticamente daqui a um mês. Além disso, o Tribunal, na grande maioria das vezes que julgou casos relativos à Lava Jato, ao analisar sentenças proferidas pelo juiz Sérgio Moro, acabou, na verdade, mantendo as condenações proferidas pelo magistrado, como também, ainda mais preocupante para o ex-presidente Lula: as penas, muitas vezes, foram dobradas. Se confirmada a condenação de Lula, o petista será considerado "ficha suja", o que o torna inelegível para a próxima eleição presidencial em 2018, sem contar o risco de decretação de prisão contra o ex-presidente.