Neste último dia do ano, 31 de dezembro, a advogada Rosangela Wolff Moro, esposa do juiz federal Sérgio Moro [VIDEO], decidiu enviar uma forte mensagem para todos os brasileiros.

Através de seu Facebook, ela afirmou que já sente saudades desse ano. De acordo com ela, o próximo ano será decisivo para a Operação Lava Jato [VIDEO], porém, tudo dependerá do poder do povo. Os brasileiros terão a grande chance de escolher nas urnas um candidato que não despreze as investigações, que não esteja envolvido em corrupção e que seja um aliado no combate à corrupção.

Rosangela aproveitou para desejar um Feliz Ano Novo para todos e muita saúde.

Em algumas palavras, ela chamou a atenção para o poder de decisão nas Eleições. "Vote consciente", disse. A advogada pediu atenção total na hora da escolha do candidato e sugeriu que se o político for réu, que as pessoas possam fugir dele, possam ignorá-lo e buscar outras alternativas. "Não aceite promessa e nem favor! Somos gigantes", escreveu.

Muitos candidatos podem tentar iludir o povo com falsas promessas e com presentes. A advogada alertou para o perigo de votar nessas pessoas. No final de sua postagem, ela afirmou que sabe que as coisas não são fáceis, mas garantiu que se cada um fizer o melhor que pode, o ano de 2018 será bem melhor.

Ela desejou a todos sucesso, foco e determinação, estando numa foto junto com o juiz.

Lava Jato

A esposa do consagrado juiz ainda comentou que as pessoas devem continuar a acreditar nas instituições.

Segundo ela, as instituições trabalham para que o Brasil seja melhor.

A Lava Jato tem sofrido muitas ameaças de políticos investigados e só está se mantendo firme graças aos trabalhos responsáveis do juiz Sérgio Moro, de sua equipe e de outros juízes da Lava Jato, além, claro, do povo brasileiro.

Indulto

O presidente Michel Temer, por exemplo, foi um dos muitos criticados pelos procuradores da Lava Jato. Temer tentou um decreto presidencial dando um indulto de fim de ano para vários condenados, o que beneficiaria muitos réus da Operação.

O procurador Deltan Dallagnol e Sérgio Moro se mostraram totalmente contrários ao indulto do presidente, já que acabaria sendo algo péssimo para as investigações.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, entrou em cena e acabou pedindo o cancelamento do indulto para o Supremo Tribunal Federal (STF). A presidente ministra da Corte, Cármen Lúcia acatou o pedido e suspendeu o decreto do presidente.

A derrota de Temer foi vista com bons olhos pelos investigadores.