Na última semana foi realizado um teste público pelo Tribunal Superior Eleitoral em Brasília (DF), para botar à prova o nível de segurança das urnas eletrônicas, tendo elas passado por uma atualização do sistema operacional.

Tal atualização parece ter prejudicado as urnas, já que uma delas apresentou brechas para os invasores terem acesso à informação. Os hackers não conseguiram alterar os dados das urnas, porém tiveram acesso ao dito "RDV", ou "registro digital do voto", que é o que mostra quais candidatos foram votados.

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Mas os dados do eleitor continuaram devidamente criptografados. Os invasores não conseguiram ter acesso a todos os votos, mas sim apenas da última pessoa a votar na máquina.

Não é a primeira vez que é realizado teste como esse.

A última vez que foi testada a urna foi nas Eleições de 2016, em nível municipal.

Possível volta do voto impresso

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, afirmou que para as eleições de 2018 apenas 5% dos postos eleitorais serão de voto impresso [VIDEO], dando um total de 30.000 de 600.000.

A proposta da volta do voto impresso foi feita pelo deputado federal Jair Bolsonaro [VIDEO], que inclusive já afirmou que se for pela urna eletrônica existe grande possibilidade dele perder em 2018 por fraude. O deputado apresentou o projeto de lei em 2015 na Câmara dos Deputados, tendo sido aprovado no mesmo ano. Após isso já ocorreram eleições em 2016, mas a mudança não foi aplicada em tal ano.

Gilmar Mendes afirma que não existe a possibilidade de aplicar em 100% o voto impresso até 2018, pois o Tribunal Superior Eleitoral não possui condições, nem recurso para esse feito.

Assim que o TSE obter números oficiais para o ano de 2018 será comunicado ao Congresso imediatamente, sendo o número de 30.000 apenas uma especulação, assim como ainda também não foi decidido quais serão as regiões em que a mudança será aplicada.

A urna eletrônica já passou por diversos estágios e já foi utilizada em diversos países, mas muitos deles já aboliram o uso das mesmas por falta de confiabilidade. No Paraguai, as urnas eletrônicas brasileiras foram testadas entre 2003 e 2006, mas em 2008 o seu uso foi proibido. Em 2009, as urnas eletrônicas sem o voto impresso foram declaradas inconstitucionais na Alemanha, já que o eleitor não pode ter o direto de conferir o seu voto. E alguns estados do México, Canadá e Estados Unidos da América exigem também o voto impresso.