No último domingo (3), no município de Campo Grande-MT, aproximadamente 400 pessoas manifestaram contra a utilização das urnas eletrônicas durante uma passeata a favor da implantação total do voto impresso.

O movimento foi organizado por quatro grupos na Capital mato-grossense, que de igual modo também reforçaram o apoio em favor da Operação Lava Jato.

Os grupos apoiadores são Direita MS, Pátria Livre, Chega de Impostos, Avança Brasil, Fora Corruptos, Reaja Brasil. Eles começaram a concentração na Avenida Afonso Pena, no início da tarde, em frente ao Obelisco, e se destinaram até a sede do Ministério Público Federal. Os manifestantes utilizaram faixas, cartazes e um trio elétrico e cantarem o hino nacional no encerramento do evento.

Unajuf faz questionamento ao TSE a respeito da segurança do sistema de urnas eletrônicas

Na última quarta-feira (29), Eduardo Cubas, presidente da União Nacional dos Juízes Federais (Unajuf), entrou com pedido no TSE indagando sobre a segurança do sistema de urnas eletrônicas no território nacional.

Cubas afirmou que a Unajuf se propôs a efetuar esse questionamento primeiramente por ter sido convidada pelo próprio TSE, e segundo por realmente existir sérias dúvidas com relação à idoneidade das eleições no País.

A solicitação foi entregue no momento da audiência pública do TSE, no quesito do Teste Público de Segurança 2017 do sistema eletrônico de votação. O evento teve inicio na quarta-feira (29) e término sexta-feira (1º), em Brasília.

O evento de alto nível contou com a partição de hackers de diferentes instituições, que efetuaram testes que identificaram falhas em três pontos importantes das urnas eletrônicas. O tribunal garantiu que as falhas apresentadas serão corrigidas, para que não haja risco na próxima eleição ano que vem.

Um das questões indagam se na hipótese do "pendrive" ser infectado por programas semelhante a vírus (o resultado das urnas é movido por um pen drive); se é possível comprovar de modo mecânico que o voto do eleitor, após foto do candidato ser exibida, realmente tenha sido computado ao candidato; se há risco de ocorrer inserção de programa do tipo espião no programa de código de fonte das urnas [VIDEO]; e outras mais.

No documento, existem 17 questões que foram subscritas pelos juristas Modesto Carvalhosa e Luiz Flávio Gomes. Também há questionamento se é possível uma eventual inserção de candidaturas sem partido no sistema.