O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva [VIDEO] deve ter um ano de muitas atribulações. O petista terá que dividir sua atenção durante os meses com problemas jurídicos e sua campanha presidencial [VIDEO]. Agora, já no fim de janeiro, dia 24, #Lula terá uma das principais definições em sua vida. O ex-presidente será julgado em segunda instância pelo 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre. A defesa de Lula recorreu da sentença de condenação por parte do juiz de primeira instância, Sérgio Moro, a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva no caso do tríplex no Guarujá.

O ex-presidente pode cair na Lei da Ficha Limpa e ficar inelegível, caso sua condenação seja confirmada e ele perca todos os recursos em instância superiores antes do prazo máximo para se julgar o registro de candidatura de Lula. O calendário para a candidatura do ex-presidente já está definido:

- Entre os dias 20 de junho e 5 de agosto, o Partido dos Trabalhadores fará sua convenção para oficializar Lula candidato.

- Até o dia 15 de agosto é necessário fazer o registro de candidatura.

- Entre os dias 15 de agosto e 17 de setembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgará os registros e permitirá ou não a candidatura de Lula.

- No dia 7 de outubro ocorre o primeiro turno da eleição presidencial.

Recursos

Muito se tem especulado sobre a possibilidade de Lula já ficar inelegível no dia 24 de janeiro, pós-julgamento em segunda instância.

Porém, a situação não é bem essa, segundo a defesa do ex-presidente. O advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira, especialista em direito eleitoral que tem sido consultado pelo PT, afirmou ao UOL que não é possível questionar a elegibilidade antes do registro de candidatura. Mesmo condenado e pego na Lei da Ficha Limpa, o ex-presidente pode disputar o pleito apoiado em recursos apresentados por sua defesa.

O momento que deve definir a candidatura ou não de Lula será entre 15 de agosto e 14 de setembro, menos de um mês para o domingo do primeiro turno, em 7 de outubro. Nesse intervalo de tempo, o TSE determinará se o ex-presidente estará apto ou não para participar da eleição.

Campanha

Com tamanha indefinição sobre o futuro político e pessoal de Lula, a expectativa é que as caravanas dom o petista ao redor do Brasil continuem, mesmo com uma possível condenação em 24 de janeiro. As caravanas são uma marca registrada dessa nova abordagem do ex-presidente. Já foram realizadas três: uma no Nordeste, outra em Minas Gerais e a última que passou pelo Espírito Santo e Rio de Janeiro.

A assessoria do PT informou ao UOL que os eventos continuarão, mas não confirmou as datas nem locais em que irá passar.

Imbróglios na Justiça

Além das preocupações com a campanha presidencial e o julgamento em 2ª instância do caso do tríplex, Lula ainda terá que pensar em outras ações que é réu. O primeiro compromisso judicial em 2018 deve ocorrer no dia 20 de fevereiro, quando deve dar depoimento no Distrito Federal pelas acusações de tráfico de influências no âmbito da Operação Zelotes.

Outra questão, agora envolvendo a Lava Jato, no Distrito Federal, é a decisão do juiz Ricardo Augusto Soares Leite com relação a acusação de que Lula tentou atrapalhar a Operação. A sentença já é esperada desde novembro do ano passado,

Ainda no primeiro semestre, Lula deve ser ouvido, também pela Operação Zelotes, para explicar as acusações de ter vendido Medidas Provisórias a montadores. Também nos primeiros seis meses do ano, Lula deve ter mais um encontro com Sérgio Moro, agora sobre o sítio em Atibaia.

Nesse meio tempo, Lula estará dividido entre dar explicações a Justiça e a corrida presidencial que lidera com certa vantagem, segundo todas as pesquisas de intenção de voto. #Dentro da política