O ex-presidente da República e réu em processos na Operação Lava Jato [VIDEO] Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acredita que o juiz federal Sérgio Moro é um grande inimigo nas ações. O petista e sua defesa já tentaram de várias maneiras tirar Moro de processos pelos quais o juiz é responsável. No mês de dezembro, cerca de dez dias antes do Natal, o ex-presidente mandou uma ofensiva a fim de afastar Sergio Moro mais uma vez.

O juiz federal rejeitou mais uma ação de suspeição imposta pelo petista, a respeito da acusação contra Lula envolvendo um terreno de R$ 12 milhões, que seria fruto de propina da empreiteira Odebrecht, e que se tornou a sede do Instituto Lula.

Até agora, Lula não conseguiu nenhuma vitória na Justiça em várias tentativas que já fez para afastar Moro. O ex-presidente perde em tribunais de primeira instância e neste próximo dia 24 de janeiro, será julgado em segunda instância pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4° Região, em Porto Alegre (RS). Lula, se condenado, poderá ficar inelegível e frustrar os petistas com a candidatura para 2018, além de correr o risco de ir para a cadeia.

Tentativas em vão e resposta contundente de Moro

No ano passado, pelo menos 10 pedidos apresentados pela defesa de Lula foram feitos para afastar Moro dos processos. A nova ofensiva assinada por Lula afirma que Sergio Moro [VIDEO] faz uma ação ofensiva contra ele. Moro deu uma explicação nervosa. Para a defesa, o juiz se tornou um suspeito quando participou do evento anual Petrobras em compliance.

Os petistas afirmam que o juiz teria aconselhado o diretor da Petrobras para evitar crimes de corrupção na empresa. No entanto, Moro respondeu que suas declarações envolviam vários processos da Lava Jato e não especificava o caso de Lula.

Moro declarou que as falas da defesa são falsas e que não houve qualquer tipo de aconselhamento jurídico para a Petrobras e nem uma citação sobre os processos envolvendo o ex-presidente da República. Além do mais, Moro diz que sua atuação não gira em torno de Lula, como acredita a defesa do ex-presidente.

Aproveitando o pronunciamento, Sergio Moro enfatizou que, ao ser convidado pelo evento da Petrobras, sua participação não foi remunerada. O juiz citou que o quarto que se hospedou foi pago pela empresa, como foi feito para todos os convidados do evento.

Por fim, o juiz federal, que ganhou grande notoriedade ao julgar casos relacionados a grandes empresários e políticos, afirmou que suas falas no evento foram de interesse público e que o passado deve se evitado. Moro lembrou que agentes públicos feriram a sociedade brasileira ao praticar terríveis crimes contra a nação.